Economia

Terceira

Terceira

A ilha Terceira é também conhecida como a ilha de Jesus Cristo ou ilha Lilás, devido à grande abundância de hortênsias que contornam as suas estradas. É, não só a terceira maior ilha, com uma superfície de 382 Km2, como a terceira ilha do arquipélago dos Açores a ter sido descoberta. À semelhança da maioria das ilhas açorianas, o clima da ilha é influenciado pela corrente do Golfo e de um centro de altas pressões. Verifica-se uma tendência para temperaturas do ar moderadas, situadas entre os 14ºC e os 24ºC, e para a ocorrência de tempestades atlânticas.A sua população, a segunda maior da região, com cerca de 56 mil habitantes, tem a vantagem de poder desfrutar de festividades tradicionais que ocorrem na ilha todos os anos, entre os meses de maio e outubro.Vivas as tradições, ainda hoje se praticam atividades de outros tempos como a agricultura, pecuária e aproveitamento de bens marinhos.

Celebram a devoção ao divino Espirito Santo, as touradas à corda e a saborosa gastronomia. O peixe fresco e o marisco, a famosa doçaria, os vinhos e licores aliados à sua beleza natural e à simpatia das suas gentes são o melhor cartão-de-visita da ilha.Famosa por ser património mundial da UNESCO, Angra do Heroísmo, a principal cidade terceirense, outrora capital do reino, é um porto fortificado e um excelente exemplo de planeamento urbano renascentista. As ruas da cidade são, em si, um monumento. Os coloridos Impérios, presentes em todas as freguesias da ilha e as inúmeras igrejas, testemunham a devoção popular ao divino Espírito Santo.Não só de tradições vive a ilha, o seu desenvolvimento económico e modernismo beneficia com os novos meios de comunicação. Conta com um aeroporto internacional e a Base Aérea das Lajes.Durante muito tempo foi considerada o principal centro de comércio dos Açores, por ser a única ilha com um porto abrigado, o porto de Angra do Heroísmo. Hoje, conta com dois importantes portos, nas suas duas cidades, que promovem o comércio com o estrangeiro.

Fonte: http://www.azores.com

Artesanato

As mãos femininas da ilha bordam linho com motivos tradicionais e fazem delicadas rendas. As colchas feitas em tear, cuja tradição remonta à antiguidade, quando o vestuário das famílias dependiam da lã e do linho.A cestaria, a olaria, o fabrico de objetos de uso quotidiano, feitos de madeira de cedro local, e até as guitarras que são ouvidas nos dias de festa, ficam a cargo dos homens da ilha. Ainda hoje os velhos teares são usados para fazer coloridas colchas de lã, utilizadas por toda a ilha para cobrir as camas e decorar as janelas em ocasiões festivas.Existem cerca de cinquenta Impérios espalhados por toda a ilha, a maioria do século XIX. A eles estão anexadas as despensas onde é mantida a carne, o pão e o vinho para serem usados nas festas. No topo, estas estruturas exibem uma pomba branca ou uma coroa, símbolos do Espírito Santo.

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Atividades

Os campos verdes da Terceira convidam os seus habitantes e turistas a caminhar desfrutando de uma paisagem formada por inúmeras tonalidades. O verde das suas pastagens, embelezado pelas suas flores e emoldurado pelo azul do mar e do céu, não passa despercebido.Na baía da Praia da Vitória é possível praticar surf, bodyboard, windsurf, esqui aquático e andar de mota de água, bóias rebocáveis ou gaivota. Juntem-se os passeios de barco à vela, de caiaque de mar e as saídas para observação de baleias e golfinhos e fica-se com uma oferta abrangente no campo das diversões e experiências náuticas. Algumas destas ofertas estão também disponíveis em Angra, que se complementam com a presença do Parque Arqueológico Subaquático da Baía de Angra do Heroísmo. A pesca de mar, o mergulho e a caça submarina encontram bons locais junto à costa terceirense. As várias zonas de piscinas naturais – Salgueiros, Silveira, Negrito, Quatro Ribeiras, Biscoitos e Porto Martins – estão dotadas de excelentes infra-estruturas de apoio balnear.É extenso o rol de atividades que se podem levar a efeito na ilha Terceira. O Algar do Carvão e a Gruta do Natal são duas extraordinárias experiências de espeleologia. Para os mais experientes na matéria, é possível visitar outras grutas e algares da ilha, com a ajuda de guia. A escalada desportiva também está em grande desenvolvimento na ilha, contando já com diversas escolas de escalada devidamente equipadas. Os amantes de parapente dispõem de vários pontos de possível largada e a ilha oferece, ainda, ótimas condições para passeios pedestres, de bicicleta, BTT e cavalo.

Fonte: http://www.azores.com

Economia

A exportação de laranja para o Reino Unido trouxe à ilha, até cerca de 1870, prosperidade. Nos anos seguintes, assiste-se a um abrandamento económico que resultou no aumento da emigração em direção às Américas.Na Segunda Guerra Mundial, a Terceira reencontra a prosperidade graças ao papel desempenhado pela base aérea das Lajes na luta anti-submarina desenvolvida pela RAF (grupo extremista que se autodescrevia como anti-imperialista e antifascista) nos anos de 1943 e 1944 e, mais tarde, no abastecimento aéreo à cidade de Berlim e nos principais conflitos na área do Mediterrâneo e do Próximo Oriente. A economia da ilha assenta, sobretudo, na agro-pecuária e nas indústrias de transformação de lacticínios. Assim sendo, também as suas exportações centram-se no comércio de lacticínios (leite, queijos, manteiga, iogurte), de carne e conservas de peixe.Sede de departamentos do Governo Regional, com uma economia diversificada, a Terceira vive hoje um período de progresso a que o turismo dá o seu contributo.

Festividades e Eventos

Esta ilha é rica em tradições.Além das diversas peregrinações aos santuários da ilha, as Festas do Espírito Santo e Touradas, a alegria das danças de Carnaval da Terceira completa o leque de eventos que melhor expressam o sentimento deste povo.As famosas festas do Espírito Santo em toda a ilha, estão relacionadas com a mística Franciscana e o espirito de caridade da rainha Santa Isabel de Portugal. Estas festividades vieram para os Açores com os primeiros povoadores. Uma tradição com raízes bem assentes. Além disso, esta devoção foi levada pelos emigrantes açorianos para o Brasil, América e Africa, onde as velhas cerimónias são repetidas.De natureza beneficente, as festas são destinadas a distribuir alimentos aos necessitados. A carne é oferecida para cumprir as promessas, é feita uma sopa típica, as Sopas do Espírito Santo e uma saborosa Alcatra, acompanhados por vários tipos de pão e massa sovada. O vinho de cheiro é servido em atmosfera de grande alegria.A festa, muitas vezes, termina com uma tourada à corda. Segundo alguns cronistas, esta tradição, realizada por toda a ilha, remonta ao século XVI, devido à abundância de gado e ao facto de os primeiros colonos terem origem em províncias onde as touradas estavam profundamente enraizadas.

Gastronomia

Ao longo dos anos, várias influências enriqueceram a gastronomia da ilha, por ser um centro de comércio frequentado durante séculos por navios provindos de terras exóticas.As especialidades de carne, como a Alcatra e as Sopas do Espírito Santo, assim como o vinho produzido localmente, conhecido como Vinho de Cheiro, estão relacionados com as festas que animam toda a ilha no Verão, não podendo faltar nestas festividades a massa sovada, um tipo de pão doce e os biscoitos. Outros pratos deliciosos são a Caldeirada, o Sarapatel e a Morcela, bem como as várias receitas tradicionais de polvo e de coelho.As Lapas, as Cracas e os Cavacos, são variedades a não perder, pelos verdadeiros apreciadores de marisco.A cozinha terceirense atinge a perfeição na forma de mais de duas centenas de receitas de doces. Destaque para as queijadas Dona Amélia, onde o mel de cana e a canela se associam a corintos e cidras. Diz a lenda que o nome do bolo está associado à passagem da rainha D. Amélia pela Terceira. O “Alfenim”, outro doce característico da ilha, consiste numa pasta de açúcar, misturada com água e vinagre, é transformado pelas hábeis mãos das senhoras, em obras de arte em forma de flores, pombas, galinhas, cisnes e coelhos, um mundo fantástico de açúcar e fantasia. Este doce é muito associado às Festas do Espírito Santo.Os coscorões, as cornucópias (com recheio de doce de ovos) ou o arroz doce complementam a lista de sobremesas.  Queijo Fresco, feito com leite de cabra e o Queijo da Ilha, produzido com leite de vaca, são o final feliz para qualquer refeição.A batata-doce, trazida de outros continentes, durante os séculos XV a XVII para as culturas tradicionais, veio juntar-se ao milho, inhame e batata na dieta açoriana.

O clima ameno dos Açores tornou-se propício ao seu cultivo, tendo mais tarde se espalhado para as outras ilhas.Para acompanhar todos estes pratos e doçaria, da paisagem da região dos Biscoitos, marcada pela vinha disposta em “curraletos”, nasce o Vinho Verdelho dos Biscoitos. O famosa Angelica, um vinho licoroso Na Casa Agrícola Brum funciona um Museu do Vinho, onde o visitante tem o privilégio de provar o vinho licoroso Angelica.

História

A denominação de Ilha de Jesus Cristo foi-lhe concebida aquando do seu descobrimento pelos navegadores portugueses. O seu povoamento foi iniciado por volta 1450, quando a sua capitania foi concedida a um Flamengo, Jácome de Bruges, pelo Infante D.Henrique. As primeiras povoações situaram-se nas áreas de Porto Judeu e Praia da Vitória. Inicialmente, a economia da Terceira centrava-se na agricultura, principalmente através da produção de cereais e da exportação de pastel.

Durante os séculos XV e XVI, a ilha começou a desempenhar um papel importante na história da navegação, como um porto de escala para os galeões que traziam as riquezas das Américas e os navios envolvidos no comércio com a Índia. Foi um entreposto do ouro, prata, diamantes e especiarias vindas de outros continentes, atraindo a cobiça de corsários franceses e ingleses, que constantemente atacavam estas paragens.Ao longo do tempo manteve a sua posição como centro económico, administrativo e religioso dos Açores até ao início do século XIX.Entre o fim do século XIX e o início do século XX, assiste-se a uma redução progressiva do papel da Terceira no contexto açoriano. No entanto, a construção do porto comercial da Praia da Vitória e, mais tarde, a presença de uma importante base militar americana, associadas à melhoria do Aeroporto Internacional, abriram à Terceira novas perspetivas de desenvolvimento.No contexto de Segunda Guerra Mundial, foi criada a Base Aérea das Lajes, que permitia o rápido acesso à Europa, à África e ao Médio Oriente, constituindo-se num instrumento utilitário no confronto “este-oeste” protagonizado pela URSS e pelos Estados Unidos durante a chamada Guerra Fria.

Pontos de interesse

O Monte Brasil é um antigo vulcão extinto que teve origem no mar e se juntou à cidade de Angra do Heroísmo. Atualmente é uma paisagem protegida e o parque natural da cidade, com espécies arbóreas e arbustivas de especial interesse e com excelentes miradouros. Neste local, que convida a relaxantes caminhadas, existe ainda um percurso pedestre sinalizado e homologado pela Direção Regional de Turismo, designado por Monte Brasil.

A Sé Catedral, uma Igreja construída nos moldes da arquitetura filipina (fins do século XVI), sobre uma igreja gótica (século XV). Apresenta no seu interior pormenores de grande interesse, como a enorme capela-mor, ao modo de charola, o teto esculpido em cedro.

A Igreja da Nossa Sra. da Conceição, uma construção do século XVI, em estilo barroco. A sua Capela-mor em talha dourada e a sacristia com mobiliário em jacarandá (século XVIII).

Igreja e Convento de São Francisco - Museu de Angra do Heroísmo, uma construção do século XVIII, edificada sobre duas anteriores clausuras da ordem franciscana. A Igreja anexa, dedicada a nossa Senhora da Guia, apresenta um interior de três naves, dividido por duas ordens de arcos que evocam a arquitetura românica.

O Palácio dos Capitães-Generais, um antigo Colégio dos Jesuítas, adaptado a residência dos Capitães-Generais a partir de 1776, foi recebendo, ao longo dos tempos, um valioso recheio em mobiliário, telas e outras obras de arte. Há uma sala com retratos a óleo, em tamanho natural, dos reis da dinastia de Bragança até D.ª Maria II. Nos séculos XVI-XVII, Filipe II de Espanha mandou construir, na base do Monte Brasil, o Castelo de São João Baptista, uma das mais imponentes fortalezas portuguesas destes séculos.

O Castelo de São Sebastião, “sobranceiro” ao Porto de Pipas, foi mandado construir, na década de setenta do século XVI, por D. Sebastião. Atualmente, alberga uma das Pousadas históricas de Portugal. O Jardim Duque da Terceira, um jardim botânico no centro de Angra do Heroísmo que possui variadas espécies exóticas bem cuidadas. No cimo do jardim, o tanque do preto também merece ser visitado. Uma bonita e singular escadaria em pedra leva-nos até ao Alto da Memória, um monumento construído em homenagem aos Descobrimentos, no local onde antes se situava o primeiro castelo construído na ilha. Oferece-nos uma bela paisagem sobre a cidade de Angra do Heroísmo e a sua Baía.

O Algar do Carvão trata-se de uma notável chaminé vulcânica, que ao contrário do que geralmente se verifica, não se encontra obstruída. A gruta termina com uma lagoa de águas límpidas alimentada por infiltrações pluviais e algumas pequenas nascentes, atingindo uma profundidade máxima de 15 metros. O interesse geológico desta cavidade vulcânica tem sido assinalado por diversos especialistas nacionais e internacionais. Integra, ainda, um habitat natural situado numa área de relevância europeia ao nível da conservação da natureza, constando da lista dos Sítios de Importância Comunitária (SIC) para a região biogeográfica macaronésica da Rede Natura 2000. Na proximidade deste encontram-se as Furnas do Enxofre, com as suas fumarolas, classificado como Monumento Natural Regional.

A Gruta do Natal, com uma localização privilegiada, situada em frente à uma pequena mas bonita lagoa, a Lagoa do Negro. Nas redondezas deste local, existe também um percurso pedestre sinalizado e homologado pela Direção Regional de Turismo, intitulado por Mistérios Negros.

A Lagoa das Patas, um dos lagos que vale a pena o passeio. Uma área protegida, rica em vegetação endémica. Os Impérios são testemunhos da devoção popular ao divino Espírito Santo, estão por todas as freguesias da ilha e são caracterizados por um vistoso colorido.

Os Biscoitos, uma freguesia da ilha, na costa norte, que deve a sua denominação às formações vulcânicas singulares que ali se encontram, resultantes de antigas erupções, onde se localizam as famosas vinhas dispostas em “curraletas”. Região Demarcada de extensas vinhas que produzem um excelente vinho verdelho. Nos Biscoitos também é possível visitar o Museu do Vinho, onde é possível provar o vinho Verdelho, produzido na freguesia. As piscinas naturais dos Biscoitos formadas por rocha vulcânica são uma zona balnear muito procurada pelos banhistas da ilha, e que merecem igualmente a sua visita.

O Miradouro da Serra do Cume é um local com elevado interesse paisagístico, oferece uma das mais belas paisagens dos Açores, popularmente designada por Manta de Retalhos. De um lado a baía da Praia da Vitória e a planície das Lajes, do outro a vasta área do interior da ilha com os seus típicos "cerrados", separados com muros de pedra e hortênsias.

Também o Miradouro da Serra do Facho oferece uma vista panorâmica sobre a cidade da Praia da Vitória, baía e porto oceânico.

Fonte: http://pt.artazores.com/

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