Economia

São Jorge

São Jorge

Uma ilha plantada no centro do arquipélago com uma vista privilegiada sobre as restantes do grupo que a abraçam.Mais do que em qualquer outra, São Jorge proporciona aos seus moradores e visitantes a impressão de pertença a um arquipélago.

Mundialmente conhecida, a “ilha do queijo”, tem como base económica a industria dos lacticínios.Situada no grupo central, tem características singulares que começam por se manifestar na forma muito alongada que apresenta, alcançando cerca de 60 km de comprimento para apenas cerca de 7 km de largura máxima.

O seu clima é influenciado pela corrente do Golfo e de um centro de altas pressões. Verifica-se ainda uma tendência para temperaturas do ar moderadas, situadas entre os 14ºC e os 24ºC. É no inverno que se regista um índice elevado de precipitação e a ocorrência de tempestades atlânticas. A morfologia alta e montanhosa da ilha determina a ação de ventos fortes e elevados índices de humidade e pluviosidade.A sua alta silhueta tem como ponto mais elevado o Pico da Esperança, com 1.053 metros de altura. Na sua área aproximada aos 246 km2 vivem cerca de 10 mil habitantes, sendo os principais municípios Velas e Calheta. As aldeias são formadas em pequenas planícies costeiras, por vezes tão remotas que apenas podem ser alcançadas a pé, as denominadas fajãs.

Fonte: http://www.azores.com

Artesanato

Os artesãos de São Jorge, são responsáveis por uma das formas mais características do artesanato Açoriano, com a colcha de fabrico caseiro, uma manta de retalhos formada por quadrados e retângulos, onde o vermelho e o amarelo são as cores predominantes. Essas mantas coloridas são feitas em de teares mecânicos usando técnicas seculares.

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Atividades

São Jorge é um paraíso para quem aprecia pesca e para mergulhadores interessados na observação subaquática. Na ilha encontra-se uma enorme quantidade de peixes ao longo da costa. Tem excelentes condições naturais para a prática de atividades marítimas como mergulho, pesca, vela ou caiaque. As ondas da Fajã da  Caldeira de Santo Cristo são vistas como uma “Meca” europeia do surf e bodyboard, modalidades que têm outros “spots” interessantes na costa norte. Encontram-se piscinas naturais nas Velas, Fajã do Ouvidor, Fajã Grande e Topo.

Em terra, a geografia da ilha propícia passeios pedestres ou circuitos de BTT inesquecíveis. A escalada desportiva, com base na Urzelina, e o canyoning estão a conhecer grande desenvolvimento. Com o auxílio de guia e equipamento adequado, a espeleologia encontra abrigo nos algares do Montoso e das Bocas do Fogo, os quais, com 140 e 120 metros de profundidade, respetivamente, constituem um desafio para amadores e especialistas.

Para os caçadores, São Jorge oferece coelhos e pombos, mas é a paisagem variada, repleta de vistas deslumbrantes que certamente fascina qualquer caminhante. Emocionantes paisagens e ravinas profundas, as formas geométricas dos cones de vulcões extintos e os tons coloridos das flores silvestres, fazem da ilha um encontro perfeito com a natureza.

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Economia

Após um período de agricultura de subsistência, a economia local começou a desenvolver alguns produtos para exportação, o pastel e a urzela, como já foi referido. Muito populares na Europa Central como corantes.Mais tarde, a introdução de outras culturas como o trigo e o milho, o que ajudou a fortalecer a economia da ilha.A partir de 1571, as exportações tradicionais foram ultrapassadas pelas uvas e pelo vinho e assim se mantiveram durante os três séculos seguintes.

Destaque ainda para as vinhas localizadas no litoral sul, na Fajã de São João, na Fajã Grande, Ponta de Rosais, Ponta Furada, Ouvidor e Caldeira.O sítio dos Casteletes, na freguesia da Urzelina, era, segundo testemunhos antigos, o que produzia o melhor vinho dos Açores. As castas de melhor qualidade eram o Verdelho e Terrantez. Outras, como o Bastardo, o Moscatel e o Alicante, embora produzidas em menor abundância, também contribuíram para a valorização das zonas vinhateiras. O vinho de São Jorge foi muito apreciado na Exposição Mundial de 1867, em Paris, onde rivalizou com o vinho do Porto. Infelizmente, o oídio (doença da videira) atingiu a ilha em 1854, arrasando esta próspera indústria, o que levou muitos produtores à falência.O inhame, cultivado em qualquer terreno, é muito popular e foi usado como um alimento de subsistência durante os primeiros anos de povoamento das ilhas, embora nunca se tenha tornado um grande produto de exportação.A pesca e o turismo continuam a ser uma parte importante da economia local.

A observação de baleias é uma das atividades mais populares em São Jorge.Apesar dos cereais, vinhas e produtos hortícolas ainda serem culturas tradicionais da ilha, a economia de São Jorge está atualmente muito dependente da indústria de lacticínios. A beleza notável das pastagens desta zona tem, portanto, uma retribuição de robustez económica, que tornou a ilha conhecida pelo sabor incomparável dos seus queijos. O fabrico do queijo diversificou-se nos últimos anos e tem aliado processos antigos com técnicas modernas de produção que contribuíram para a consolidação do selo de qualidade dos lacticínios desta ilha.

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Eventos

A festa dedicada ao santo que emprestou nome à ilha, São Jorge, decorre por volta do dia 23 de Abril. As comemorações têm lugar no concelho das Velas e incluem procissão, espetáculos musicais e exposições.A Semana Cultural das Velas anima São Jorge e restantes “ilhas do triângulo” durante o mês de Julho. O programa composto de palestras, conferências, feira do livro, eventos náuticos, espetáculos musicais e feira gastronómica, contém atrativos que acabam por agradar a todos os gostos e torna a vila das Velas num local deveras animado. No mesmo mês, a vila da Calheta propõe um Festival de Julho repleto de desfiles etnográficos, música popular, provas desportivas e exposições.As romarias que decorrem nas várias fajãs constituem ocasiões em que a devoção religiosa e os arraiais populares dão as mãos e onde não faltam modinhas tocadas na tradicional viola da terra.

A ilha também partilha da tradição açoriana das famosas Festas do Espírito Santo, que remonta à época da colonização, onde, todos os anos, as suas gentes de espírito fraterno, participam.De salientar ainda as touradas à corda, tradição trazida da vizinha ilha Terceira mantidas por toda a ilha, começando na primavera e prolongando-se até o final do verão.

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Gastronomia

Os pratos de carne e peixe, típicos da cozinha Açoriana, estão presentes igualmente em São Jorge. Com fama internacional e com um gosto que dizem insuperável, o Queijo da Ilha de São Jorge será provavelmente o produto gastronómico mais conhecido dos Açores. A União de Cooperativas Agrícolas e Lacticínios de São Jorge, situada na Beira, funciona como casa dos processos de cura, classificação e certificação do queijo produzido na ilha. A Denominação de Origem só é atribuída aos exemplares cumpridores dos ingredientes e métodos tradicionais. Julga-se que a produção de queijo de leite de vaca remonta às influências dos flamengos que povoavam o Topo. O Queijo da Ilha de São Jorge, de pasta semi-mole ou dura, tem um ligeiro travo a picante, apresenta-se em forma redonda e pesa entre 7 a 12 quilogramas, sendo usualmente cortado em cunhas.Esta ilha tem direitos exclusivos sobre as ameijoas, únicas em sabor e encontradas apenas na Reserva Natural e Área Ecológica Especial da Caldeira de Santo Cristo, são outra maravilha oferecida pela ilha.

A laguna costeira é o único sítio dos Açores onde existe este molusco, caracterizado por dimensões, sabor e textura únicas. A apanha da amêijoa está condicionada e o petisco só pode ser apreciado em alguns restaurantes.O microclima de algumas fajãs permitiu o aparecimento de raridades agrícolas, como uma plantação de cafezeiros, caso raro na Europa: na Fajã dos Vimes pode apreciar-se um café de paladar e aroma intenso, feito com grãos colhidos localmente. É um possível complemento, tal como a aguardente de canela, para a doçaria da ilha, onde coscorões, rosquilhas e bolos de coalhada são receitas tradicionais. As espécies, doce em forma de ferradura e com “janelas” por onde se espreita o recheio, são típicas da ilha. Existem várias versões da receita, que têm em comum a presença de especiarias como erva-doce, canela ou pimenta

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História

Apesar de estar envolta em mistério, a descoberta de São Jorge remonta ao século XV. Foi a quarta ilha do arquipélago a ser descoberta, tendo sido doada em 1483 ao então capitão de Angra do Heroísmo, João Vaz Corte Real, constituindo-se assim a 4ª capitania dos Açores, com sede nas Velas.Contrariamente ao verificado nas restantes ilhas, o povoamento de São Jorge não privilegiou as zonas do litoral. As características morfológicas da ilha ditaram a criação de povoados em lugares acima dos 400 metros.Destaque para as Velas, Topo e a Calheta, três vilas cujos principais pilares económicos foram a produção de uvas, trigo, pastel e urzela. Os dois últimos, desde o período de colonização, foram exportados para a Flandres e para outros países europeus para uso em tinturaria, originando um comércio ativo entre as ilhas e estas regiões.A ilha também conheceu um isolamento secular devido ao abrigo precário que os seus portos ofereciam aos navios e à sua reduzida importância económica. Mesmo assim, foi alvo de ataques de corsários ingleses e franceses, turcos e mouros.

A sua história é preenchida por outras calamidades, como as erupções vulcânicas, as inundações, a escassez de alimentos e fome em maus anos de colheita, bem como terramotos, e o ciclone de 1899.O isolamento insular acabou por ser superado pelos trabalhos realizados nos dois principais portos da ilha (Velas e Calheta), bem como pela construção de um aeroporto. Todas estas obras públicas abriram novos horizontes de prosperidade e progresso. Consequentemente passou a ser feita uma utilização mais eficiente dos seus recursos naturais e assistiu-se a uma grande expansão da pecuária, da indústria dos lacticínios, da pesca e indústria conserveira.Conhecida por uma atividade sísmica regular, pela sua altitude, irregularidade do relevo e a existência de cones vulcânicos alinhados ao longo do comprimento da ilha, São Jorge apresenta, de facto condições que dificultaram o ordenamento do território para fins agrícolas.

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Pontos de Interesse

A Igreja Matriz de São Jorge é um edifício do século XVII, construído sobre um templo do século XV, mandado erigir por disposições testamentárias do Infante D. Henrique. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, um santuário que pertence ao desaparecido convento franciscano do século XVII. No seu interior, enriquecido com altares em talha dourada, destaca-se a imagem da padroeira.

A Ermida de Nossa Senhora do Livramento, localizada na base do Morro Grande, apresenta um bonito frontispício em cantaria que envolve o portal e a janela. A Câmara Municipal constitui um belo exemplar da arquitetura barroca civil açoriana do século XVIII. Possui um notável pórtico principal com colunas salomónicas enquadrando as armas reais portuguesas, e um salão nobre com o teto trabalhado em cedro e mogno. Aqui se conserva um valioso espólio, rico em documentos sobre os séculos XVI e XVII.

O Portão do Mar, localizado no cais da vila das Velas, é uma estrutura que foi construída no século XVIII para defesa da vila. A Igreja Paroquial de Santo Amaro é um templo singelo com altares em talha dourada que tem como padroeiro Santo Amaro e remonta ao século XVIII.

A Ermida de Nossa Senhora da Boa Hora foi fundada em Junho de 1711 pelo padre Manuel Ferreira Madruga. Esta obra possui, na sua torre, um sino oferecido por emigrantes da localidade.

A Capela de Nossa Senhora da Luz situa-se na Queimada e apresenta uma fachada decorada pelas pilastras que ladeiam o portal. No seu interior, é digna de nota a imagem da Padroeira, Nossa Senhora da Luz. A Igreja Paroquial da Urzelina tem São Mateus como padroeiro. Foi construída em 1822, em substituição da anterior, arrasada pela erupção vulcânica de 1808. Desta resta apenas a Torre Sineira.

A Igreja de Santa Bárbara, construída no século XVIII, é um dos mais belos exemplares do barroco açoriano e uma das mais fascinantes igrejas dos Açores. De uma só torre, com três sinos, a sua fachada está ornamentada com uma simples mas bela decoração de pedra basáltica à volta da porta principal. O seu interior, imponente e de grande riqueza, apresenta-nos um testemunho completo sobre a arte religiosa da época.

Igreja Paroquial dos Rosais foi construída no século XVIII e tem como padroeira a Nossa Senhora do Rosário.

O Museu de Arte Sacra, encontra-se junto à igreja Matriz de São Jorge, onde possui uma interessante coleção de imagens sacras, como uma pintura em vidro representando São Jorge. O Museu Etnográfico é um espaço que conserva objetos e alfaias usadas no quotidiano local, não só antigas, como algumas do tempo presente. Assim, encontramos os instrumentos do labor diário, o carro de bois de eixo móvel, a atafona para moer o cereal colhido. O fabrico de pão e a matança de porco estão representadas em todas as suas fases, não faltando ainda o tear tradicional e os instrumentos por que passam o linho e a lã: a roca, o fuso, a dobadoira, a cardadeira, o sarilho e a urdideira.

O Pico da Esperança, com 1.053 metros de altitude, é um excelente miradouro sobre as restantes ilhas do grupo central do arquipélago. No prolongamento da vila das Velas encontra-se o Morro Grande, onde podemos observar a vasta cratera do antigo vulcão, bem como uma panorâmica da vila. Ao olharmos para o horizonte temos a bonita imagem do canal São Jorge - Pico. A Queimada e o Planalto Central são, ambos, uma “ponta de terra” rochosa de onde se obtém uma bela vista da paisagem envolvente.

Perto da Urzelina localiza-se a Furna das Pombas que nos permite disfrutar de um passeio à beira-mar e apreciar uma formação vulcânica, curiosamente, povoada por pombos selvagens. Ao longo do tempo a dura lava foi escavada pelo mar originando pontes e arcos naturais ao longo da costa. Esta erosão das rochas fez dos Arcos Naturais situados na Fajã de Santa Amaro e na zona das Velas, os mais interessantes. As Fajãs são os grandes pontos atrativos de São Jorge. São saliências de terra firme entre a falésia e o mar, onde as gentes locais ergueram pequenas povoações. Apresentam férteis pomares e campos de cultivo. Devido ao seu microclima, em algumas delas cresce café, vinhas, frutos tropicais e belos dragoeiros. A Fajã de João Dias é uma das mais belas deste concelho, assim como a Fajã do Ouvidor. Merece, ainda, especial atenção a Fajã da Caldeira do Santo Cristo, localizada na costa norte da ilha, é uma reserva natural protegida com uma lagoa de água salgada. É o único local dos Açores onde se criam amêijoas.

O Ilhéu do Topo situa-se na ponta oriental da ilha, reserva natural e um abrigo para inúmeras espécies migratórias de aves marinhas. Situado sobre a vila das Velas, o Miradouro do Mirante oferece-nos uma magnífica panorâmica sobre esta simpática vila, tendo como fundo as vizinhas ilhas do Pico e Faial. Preguiça É uma das principais zonas balneares do concelho das Velas, habitualmente distinguida com Bandeira Azul. Tem parque de estacionamento, bar, duche e wc. Praia do Porto dos Terreiros Terra de terreiros, a pitoresca freguesia das Manadas possui algumas zonas balneares, como esta, muito procurada para a pesca desportiva e para o veraneio.

Forte da Urzelina Debruçado sobre a baía e o porto, foi construído no séc. XVII para defesa da freguesia. Merecem ainda atenção o Solar de Amaro Soares de Albergaria e o Solar de José Inácio da Silveira Borges, ambos do séc. XIX, que testemunham a prosperidade originada nesse século pela exportação de laranja para o Reino Unido e Estados Unidos da América. Nesta freguesia encontram-se vários Moinhos Típicos, que animam com o colorido das suas pás rodando ao vento. Urzelina, local onde uma torre é tudo o que resta de uma antiga igreja que foi sepultada, quando o Pico da Esperança entrou em erupção em 1808; Manadas - Uma vila pitoresca com atraentes casas de campo, arodeada de pomares e de campos de cultivo, onde poderá visitar a Igreja de Santa Bárbara, construída no século XVIII, em estilo Barroco, e que possui uma valiosa coleção de azulejos pintados à mão retratando cenas da vida de Santa Bárbara.

Fonte: http://pt.artazores.com

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