Economia

Graciosa

Graciosa

É a segunda ilha mais pequena do arquipélago, conhecida como a “Ilha Branca”, designação inspirada em nomes de vários dos seus locais, como a Serra Branca. A brancura das suas casas caiadas contribuiu para fixar esta designação, tornando-se conhecida a nível nacional.


Com uma altitude máxima de 398 metros, a Graciosa goza do clima mais seco dos Açores devido à sua baixa elevação. Manifesta um nível baixo de pluviosidade que se intensifica nos meses de verão. No início do outono ostenta uma tonalidade esbranquiçada, que também contribuiu para a, já referida, designação de “ilha branca”.

De aspeto bastante plano, a paisagem graciosa da ilha é constituída por pequenas povoações e moinhos de vento que embelezam os seus campos e pastagens. Possui também um fenómeno geológico único, situado no fundo da caldeira da ilha, a Furna de Enxofre, uma enorme gruta com um lago subterrâneo de água fria sulfurosa.

Tradicionalmente ligada à agricultura, não alterou muito o seu ritmo de vida ao longo dos anos. A ilha, hoje em dia, alberga cerca de 5 mil habitantes que contam com um único concelho, o de Santa Cruz da Graciosa.
O Ilhéu da Praia, o Ilhéu das Gaivotas e o Ilhéu da Baleia completam a paisagem relaxante e tranquila que a ilha nos proporciona.

Fonte: http://www.azores.com

Artesanato

Sendo uma ilha absorvida pelo trabalho agrícola e pesca, o artesanato da Graciosa está concentrado sobre estas atividades, que muitas vezes repetem modelos ancestrais que merecem aparecer em museus etnográficos, sendo comuns os Arados e jugos, grades e pesca artesanal.

A existência de depósitos de argila, permitiu uma tradição cerâmica que, em olarias pitorescas, produzem peças para uso diário como vasos, potes, chávenas de chá. O violão regional, que anima todos os Açorianos, é produzido na ilha por habilidosos artesãos que transformam a madeira em instrumentos sonoros, delicadamente decorados.

Fonte: http://www.azores.com

Atividades

A Graciosa, como qualquer outra ilha do arquipélago, tem uma forte ligação ao mar o que propicia a exploração da costa por caiaque ou barco. As baías de Santa Cruz, da Folga e da Praia prestam-se a atividades como o remo, vela ou windsurf. Caparacho, Praia, Barro Vermelho e Calheta são zonas que convidam a banhos de sol e mar.

No Carapacho, a presença de águas termais a temperaturas da ordem de 40°C convidam a banhos relaxantes e terapêuticos em águas de reconhecidas propriedades e mais-valias de bem-estar. Um moderno balneário termal dispõe de todas as condições para acolher os visitantes e oferece uma grande variedade de técnicas e valências, num ambiente natural acolhedor e idílico, com vista para o oceano e o Ilhéu de Baixo. No mar vizinho, nas recentemente remodeladas piscinas naturais do Carapacho podemos desfrutar de um banho de água do mar aquecida por água termal, numa relaxante e exótica talassoterapia natural.

Dispõe de uma costa que nos proporciona excelentes condições de mergulho. Para o bom apreciador da prática piscatória, este local permite capturas interessantes de bicuda, congro, pargo, moreia, garoupa, bodião, polvo e lagosta.

Para os adeptos da caça, a ilha também lhes reserva excelentes condições, dada a abundância em coelhos, codornizes e pombos.

Entre os vários percursos pedestres existentes na ilha, destaca-se a estrada que circunda a Caldeira, que também pode ser percorrida de bicicleta, BTT, de cavalo ou carro. Seja qual for o meio utilizado, há a garantia de paisagens deslumbrantes, quer para as falésias costeiras, quer do casario branco, submerso no meio de campos verdes.

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Economia

As atividades económicas da ilha centram-se na agricultura, pecuária e na indústria de laticínios, desenvolvidas num ambiente de tranquilidade rural.

Apesar da escassez de água, os terrenos graciosenses são propícios à produção de várias qualidades de fruta e vinha, alimentam o gado leiteiro e de carne, e contribuem, assim, para a produção de queijo e de outros produtos lácteos.
Ao longo da segunda metade do século XIX e durante as décadas de 60 e 70 do século XX, a procura de melhores condições de vida levou muitos dos jovens naturais da ilha a integrar correntes migratórias para destinos como o Brasil e os Estados Unidos da América. Como resultado, a Graciosa assistiu a um decréscimo demográfico que se refletiu na realidade socioeconómica da ilha e que impediu o combate à pobreza por entre os seus habitantes.

Com ocorrência do sismo de 1980, que abalou o arquipélago, a união de esforços para a reconstrução da ilha tornou-se evidente. Verificou-se a necessidade de edificação de estruturas essenciais à ligação com o exterior, como o porto comercial da vila da Praia e o Aeródromo, o que fortaleceu a exportação e a importação de bens e serviços. Além disto, a ilha tem beneficiado de investimentos em infra-estruturas que incluem a requalificação do ensino secundário, a construção de uma nova fábrica de leite e do porto de pesca.

Grandes melhorias nas áreas de lazer, na vila da Praia e a remodelação das Termas no Carapacho, a construção de um novo hotel e o centro médico têm sido importantes no desenvolvimento da indústria do turismo e no apoio à comunidade local. O reerguer desta adversidade veio abrir perspetivas visionárias, com a Graciosa a plantar-se, também ela, nos caminhos do turismo sustentável.

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Eventos

A Graciosa tem uma dimensão festiva impressa em bailes populares, concertos de filarmónicas, celebrações dos patronos das freguesias, ou nos famosos Bailes de Carnaval. Danças e modas tradicionais mantêm-se vivas graças a uma paixão pela musicalidade que trespassa toda a população, estende-se ao longo do ano e tem forte aliada na Academia Musical da Ilha Graciosa.

Na semana do Entrudo, as diversas coletividades da ilha organizam desfiles de foliões, que dançam trajados a rigor com máscaras e fantasias originais.

As festividades de culto ao Espírito são um símbolo de devoção dos açorianos com raízes medievais. A Graciosa não foge à regra. Todos os anos, no mês de agosto, moradores e visitantes, partilham do mesmo espirito festivo para, na Vila de Santa Cruz da Graciosa, celebrar a o Senhor Santo Cristo dos Milagres. Uma festa que associa à componente religiosa outro tipo de manifestações: espetáculos musicais e ranchos folclóricos animam as ruas históricas de Santa Cruz.

Fonte: http://www.visitazores.com

Gastronomia

A gastronomia graciosense é rica e variada. O peixe fresco colhido no generoso mar dos Açores é tradicionalmente servido em caldeirada, ou assado. O alho e a meloa da Graciosa alcançaram um estatuto gourmet e são produtos de eleição em várias receitas. Mas se há produto característico são os doces que adotaram o nome da ilha: as Queijadas da Graciosa, inspiradas na receita centenária das covilhetes de leite.

As queijadas têm fama além Graciosa, mas ainda sobram os encharcados de ovos, capuchas, bolos de Junça, cavacas, barrigas-de-freira, pastéis de arroz, escomilhas e massa sovada, estando este último relacionado com as Festas do Espírito Santo.
Onde há vinhas há vinho e, para acompanhar as famosas caldeiradas de peixe, a ilha brinda-nos com o seu vinho branco, leve, seco e frutado, ou o vinho de cheiro, que acompanha todos os festivais na ilha. Ao lado da vasta e saborosa doçaria tradicional, a “Ilha Branca” oferece-nos a sua conceituada aguardente.

 

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História

A data do seu descobrimento é incerta, embora se pense que tenha ocorrido na sequência do povoamento da vizinha ilha Terceira, no século XIV.

Vasco Gil Sodré, é apontado pelos investigadores como um dos primeiros povoadores da ilha. Quanto ao seu primeiro capitão do donatário as opiniões dividem-se, juntam-se a este Duarte Barreto e Pedro Correia da Cunha. Em meados 1507, a capitania da ilha seria doada a D. Fernando Coutinho e permaneceu nessa família até cerca 1642. O povoamento evoluiu rapidamente e logo pessoas oriundas do Algarve e Coimbra, gentes do Norte, várias gerações de terceirenses e alguns estrangeiros, desembarcaram na vila da Praia.

O sustento da ilha dependeu, desde cedo, da agricultura, da produção de vinho, e da criação de gado. Também a pesca e a apanha de marisco tornaram-se atividades importantes.

A vizinha ilha Terceira foi uma presença importante na vida económica da Graciosa, pois de lá vinham a maior parte dos produtos de que necessitava: açúcar, ferro, panos, breu, cordas e amarras de navios, especiarias, conservas e azeitonas.
Os campos de lava chamados “Biscoitos”, ocupados com vinhas que davam excelente vinho, a produção de cereais, as terras altas que serviam de pastos, mais tarde, a introdução do milho e feijão, já previam o panorama agrário que viria a caracterizar a ilha no século XX.

A Graciosa serviu de abrigo a alguns estrangeiros para fugir dos tumultos causados pela Revolução Francesa. Além disso, muitos procuraram a ilha movidos pelo interesse científico que os impelia a estudar fenómenos hidrográficos e de biologia marinha. Outro grande marco histórico terá sido em 2007, quando a Graciosa é classificada pela UNESCO como Reserva da Biosfera.

Fonte: http://www.visitazores.com

Pontos de Interesse

Ilhéu da Praia, um ilhéu basáltico com uma área de cerca de 12 hectares e uma altitude de 51 metros. Os fundos circundantes, constituídos por escoadas lávicas apresentam-se, parcialmente, recobertos por blocos e pequenas manchas arenosas nas zonas deprimidas. Este ilhéu alberga uma das concentrações mais ricas e diversificadas de aves marinhas dos Açores. Fica a uma milha do porto da freguesia da Praia, pelo que o seu acesso é conseguido apenas pelo mar.

O Ilhéu de Baixo, um abrigo a importantes comunidades de plantas costeiras, fundos marinhos, pequenas baías e pequenos rochedos emersos. Uma nascente de água termal na linha costeira. Uma zona particularmente importante para as aves marinhas nidificantes. Alberga uma das maiores concentrações de Roquinho (Oceanodroma castro) dos Açores.

A Furna do Enxofre, um fenómeno geológico raro, que a região nos oferece. 
No interior da caldeira, cratera de um antigo vulcão, abre-se um túnel com cerca de 100 metros de profundidade. A descida realiza-se por escadaria de pedra, culminando com uma experiência visual única: uma enorme gruta, revestida de estalactites, com um lago subterrâneo, de água fria e sulfurosa.

Termas do Carapacho, situam-se na base da Caldeira, e são bastante concorridas por doentes que aproveitam os múltiplos benefícios das suas águas quentes. Desde 1750, que estas águas, com origem na Furna do Enxofre são usadas no tratamento do reumatismo, colites e doenças de pele. Junto às Termas, no lado do mar, existe uma piscina natural, muito procurada na época balnear.

A Praia, situa-se em S. Mateus e é a única praia de areal da Ilha Graciosa, muito procurada durante os meses de Verão.

O Barro Vermelho é uma área de lazer, com uma enseada rochosa, que no Verão se torna numa zona balnear agradável. Possui também um pequeno parque de merendas, propicio a momentos de convívio.

A Piscina Municipal de Santa Cruz da Graciosa está situada bem junto ao centro urbano desta vila. De água salgada, a Piscina é muito procurada nos dias mais quentes, especialmente por famílias com crianças, sendo um ponto privilegiado de convívio e lazer.

O Ilhéu da Baleia é constituído de rocha vulcânica, deve o seu nome à sua forma que lembra a silhueta de a uma baleia. Pode ser observado do Farol junto à Ponta da Barca.

O Monte da Senhora da Ajuda, com 280 metros de altitude, oferece uma panorâmica admirável sobre o interior da ilha. No meio do monte fica a praça de touros da vila, que aproveitou o “anfiteatro natural” da antiga cratera para aqui se instalar. Recomenda-se, ainda, a visita às três ermidas que “coroam” o monte, dedicadas a Nossa Senhora da Ajuda, São Salvador e São João.

O Porto Afonso, um antigo porto de pesca. Local a visitar pela beleza paisagística que oferece, com as suas grutas naturais que são utilizadas para abrigar pequenos barcos.

A Igreja Matriz de Santa Cruz é, na sua estrutura essencial, um dos mais antigos santuários de culto na ilha. Encontra-se situada na área onde o primeiro Capitão-do-Donatário da ilha fez erguer a sua casa.
A construção original remonta aos finais do século XVI, com características manuelinas, embora tenha sido na sua maior parte reconstruída duzentos anos mais tarde, o que lhe deixou marcas indeléveis do barroco, visível na frontaria e nos altares.

A Torre da Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, apresenta-se como uma curiosa Torre, o “resto” do templo a que pertenceu, que integrava um convento franciscano também demolido.

A Igreja de Guadalupe, outro dos locais de visita obrigatória, uma obra que teve início em 1713, quatro anos antes do terramoto de 1717.

A Igreja de São Mateus, originalmente construída no século XV, esta ermida sofreu alterações no século XIX e marca a devoção da população local a São Mateus.

A Igreja de Nossa Senhora da Luz, nasceu da reconstrução de uma ermida do século XVI, local referenciado num dos livros de Gaspar Frutoso, um “filho” da região, “Saudades da Terra”.

Fonte: http://pt.artazores.com

Produtos Locais

Produtos locais da Graciosa incluem o artesanato típico açoriano, bem como instrumentos musicais, como a Guitarra de São Mateus.
Fortes atrativos que estimulam o turismo, servem de rampa ao crescimento económico da ilha e, consequentemente, açoriano.

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