Economia

Empresas açorianas acusam malparado “histórico”

  • 26 de Outubro de 2009
  • 163 Visualizações, Última Leitura a 24 Setembro 2017 às 21:10
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O crédito malparado entre as empresas açorianas alcançou os 3,2 por cento em Agosto, um dos valores mais elevados dos últimos anos, revela o Banco de Portugal, que confirma assim as dificuldades que atravessam os empresários locais. Nos últimos cinco anos, o incumprimento no crédito às empresas açorianas nunca havia ultrapassado os 2 por cento.

A dificuldade crescente das empresas em liquidar as respectivas dívidas resulta da crise financeira e económica internacional que acabou por se reflectir em Portugal continental e Regiões Autónomas.

Verifica-se, aliás, que os Açores estão abaixo do incumprimento médio nacional, que é de 3,9 por cento. O malparado nas empresas é particularmente importante nas regiões do Alentejo (5 por cento), Norte (4,3 por cento) e Centro (4,1 por cento).

Em Lisboa atinge os 3,8 por cento e no Algarve os 3 por cento. A Madeira regista o valor mais baixo do país, com 2,9 por cento.

Segundo os dados avançados pelo Banco de Portugal, o crédito malparado entre as empresas de todo o país atingiu os 4,6 mil milhões de euros, um aumento de 69,2 por cento face ao valor registado em Janeiro, o valor mais elevado desde Junho de 1999 e uma quase duplicação face ao ano anterior.

A nível dos vários sectores de actividade, a construção, o imobiliário e os serviços são responsáveis por mais de metade do malparado entre as empresas em todo o país.

Açores contagiados pela crise Para ajudar cidadãos e empresas nesta conjuntura difícil o Governo Regional dos Açores encetou várias medidas de combate aos efeitos da crise económica e financeira entre as quais o “Programa de Apoio à Aquisição de Habitação” e a “Linha de Crédito Açores Empresas”.

No primeiro caso, pretende-se facilitar o acesso ao crédito bancário para aquisição de habitação própria e permanente e, no segundo caso (linha de crédito) proporcionar, em condições vantajosas, mais 20 milhões de euros injectados nas empresas e destinados à liquidação das suas dívidas, existentes à data de 31 Maio deste ano, para com outras empresas e entidades.

De acordo com o presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada e dos Açores, Mário Fortuna, os dados que constam do boletim de Outubro do Banco de Portugal, “não constituem surpresa” e “nem são positivos”, aliás, “como era de esperar”, tendo em conta os contactos encetados por aquela associação junto dos empresários locais.

Para o economista açoriano, “os números comprovam que independentemente de algumas medidas do Governo Regional para apoiar as empresas já estarem no terreno, os Açores não permanecem imunes à crise financeira e económica internacional”.

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