Economia

Mercado único ainda não é uma realidade na Internet - Comissão Europeia

  • 22 de Outubro de 2009
  • 181 Visualizações, Última Leitura a 17 Dezembro 2017 às 21:18
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A Comissão Europeia quer simplificar o "labirinto jurídico" do mercado do comércio electrónico, apontando que um recente estudo revelou que as hipóteses de se realizar com sucesso uma compra transfronteiriça através da Internet são inferiores a 50 por cento.

A Comissão procedeu à realização de um exercício de compras fictícias nos 27 Estados-membros, processando mais de 11.000 encomendas-teste de 100 produtos populares, como câmaras fotográficas, livros e CDs, e concluiu que 60 por cento das transacções não podiam ser completadas porque o comerciante não fazia entregas no país em que tinha sido feita a encomenda ou não oferecia meios adequados de pagamento além-fronteiras.

De acordo com o executivo comunitário, "os benefícios que os cidadãos perdem com isso também são muito claros", já que em 13 dos 27 Estados-membros, entre os quais Portugal, mais de metade dos produtos da lista podiam encontrar-se por um preço 10 por cento inferior (incluindo as despesas de transporte) num sítio de Internet de outro país.

Além disso, 50 por cento dos produtos procurados não podiam ser encontrados em sítios "web" nacionais e apenas eram propostos ao consumidor noutro Estado-membro, por outros comerciantes.

"Os resultados desta investigação são surpreendentes. Dispomos agora de factos e números concretos que mostram até que ponto o mercado único europeu simplesmente não está a acontecer para os consumidores do comércio em linha", comentou hoje a comissária europeia responsável pela questão dos Consumidores, Meglena Kuneva.

Segundo Kuneva, "sstá a ser negada aos consumidores europeus a possibilidade de ter uma melhor escolha e uma melhor mais-valia", pelo que é "absolutamente necessário simplificar o labirinto jurídico que impede que os comerciantes em linha passem a oferecer os seus produtos noutros países".

Desse modo, a Comissão Europeia defende que se reduza o complexo quadro normativo, "que tem funcionado como um desincentivo para as empresas, que assim se sentem relutantes em servir os consumidores de outros Estados-membros".

O mercado europeu do comércio electrónico foi estimado em 106 mil milhões de euros em 2006.

Num relatório divulgado em Março, a Comissão apontava que se registam grandes diferenças entre os 27, pois assiste-se a uma grande popularidade das compras em linha em países como o Reino Unido, a França e a Alemanha, onde mais de 50 por cento dos utilizadores da Internet fizeram compras em linha em 2008, enquanto noutros países esse valor não ultrapassa os 10 por cento, como é o caso de Portugal.

Bruxelas observa que, apesar de a distância que medeia o comércio electrónico nacional e o comércio electrónico transfronteiras ser cada vez maior , em resultado das barreiras existentes ao comércio em linha, "há claramente um grande potencial": um terço dos consumidores da UE afirma considerar comprar em linha noutro país comunitário se o produto for mais barato e melhor, enquanto outro terço está disposto a comprar noutra língua.

Por seu lado, 59 por cento dos retalhistas estão preparados para fazer negócio em mais de uma língua.

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