Economia

Açores querem afirmar-se como destino de mergulho

  • 14 de Outubro de 2009
  • 186 Visualizações, Última Leitura a 23 Novembro 2017 às 07:28
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A ilha Graciosa, nos Açores, possui fundos marinhos considerados “dos melhores para o mergulho subaquático”, que funcionam como um dos seus principais atractivos turísticos, afirmou hoje José Ávila, da organização da II Bienal de Turismo Subaquático.

"Uma grande parte dos turistas que nos visitam todos os anos, vêm para a Graciosa por causa do mergulho", frisou José Ávila, que preside à Associação Graciosense de Promoção de Eventos (AGRAPROME), adiantando que são cerca de mil as pessoas que anualmente procuram a ilha para mergulhar.

A Graciosa, uma das ilhas do Grupo Central, é conhecida pela excelente visibilidade das suas águas, que chega frequentemente aos 30 metros.

Esta característica, aliada à beleza dos fundos submarinos e à riqueza da fauna, permitem que a Graciosa possua as condições necessárias para se afirmar como um importante destino de mergulho, refere a associação.

Nesta ilha açoriana é possível realizar uma diversidade de mergulhos, desde aqueles em que se nada junto a meros de grandes dimensões até aos que levam os mergulhadores até navios naufragados.

Para promover os Açores e, em especial, a Graciosa como destino de mergulho, a AGRAPROME, em parceria com a Associação Regional de Turismo (ART), organiza a II Bienal de Turismo Subaquático dos Açores, que decorre de 29 de Outubro a 1 de Novembro com a participação de mais de duas dezenas de especialistas e responsáveis governamentais, técnicos e promotores de turismo.

“Esta é uma actividade que tem potencialidades para crescer muito mais”, frisou José Ávila, alertando, no entanto, para a necessidade de uma aposta “na formação e informação dos agentes, que, até agora, têm desenvolvido as suas actividades de forma isolada”, acrescenta.

“É preciso uma estratégia de desenvolvimento, alicerçada num tronco comum, apesar das especificidades de cada uma das ilhas”, defendeu.

Por seu lado, o presidente da ART, Sandro Paim, manifestou-se confiante que a Bienal permitirá "potenciar os Açores junto dos mercados emergentes que possuem adeptos do mergulho em número significativo”.

De acordo com este responsável, a presença de promotores deste tipo de actividades já mais desenvolvidas em outras regiões, vai "proporcionar conhecimentos interessantes, bem como eventuais parcerias de negócio dentro e fora da região”.

Entre os especialistas que estarão presentes na Bienal, destaque para o português Luís Saldanha, promotor do Parque da Arrábida, Alex Lorent, responsável pelo Parque das Ilhas Medas, nas Canárias, e Rui Guerra, campeão do mundo de fotografia subaquática.

Durante os trabalhos serão debatidas, entre outras, questões relacionadas com o turismo, reservas marinhas, saúde, empreendedorismo e comércio e serviços no mergulho.

O programa prevê ainda a realização de duas exposições de fotografia, da autoria de Nuno Sá e Luís Quinta, e uma exposição de pintura da artista Margarida Madruga.

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