Economia

Açores são "diamante em bruto"

  • 1 de Outubro de 2009
  • 183 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 21:56
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

O novo presidente da Agência para a Promoção do Investimento nos Açores (APIA), Gualter Couto, afirmou hoje que a região é “um diamante em bruto” em termos de oportunidades de negócio, manifestando confiança na atracção de novos investimentos.

“Os Açores são uma terra de oportunidades, é preciso acreditar e não desistir”, afirmou Gualter Couto, no discurso que proferiu na cerimónia de posse como presidente da APIA, substituindo no cargo Álvaro Dâmaso.

Gualter Couto admitiu que a sua tarefa não será fácil, já que “não existe nenhum processo real de investimento em curso (na APIA) para ser concretizado a curto prazo” nos Açores.

“Existia uma carteira de intenções de investimento que ficou congelada devido à actual conjuntura mundial”, acrescentou.

Para inverter este quadro, o novo presidente da APIA assegurou que tenciona realizar “todas as operações de charme que forem necessárias para divulgar as potencialidades” da região.

“Os Açores são um diamante em bruto, em termos de oportunidades de negócios”, frisou, destacando as áreas do turismo, indústria, exploração de águas minerais, aquacultura e energias renováveis.

“Alguns olham para os Açores como estando no fim do mundo, mas nós estamos no centro de dois dos mais estáveis pólos de desenvolvimento, a Europa e a América do Norte”, acrescentou.

Gualter Couto definiu como meta “aproximar o Produto Interno Bruto (PIB) gerado na região à média nacional”, mas admitiu que “o sucesso só será possível se formos suficientemente humildes para reconhecer a importância de todos os agentes envolvidos”.

Nesse sentido, destacou o papel que pode ser desempenhado pelas autarquias, instituições financeiras, universidades, parques empresárias e, naturalmente, pelos empresários.

“Todos são importantes para o progresso dos Açores”, defendeu o presidente da APIA.

Por seu lado, o secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, destacou a estabilidade política e social, a menor intensidade fiscal e as infra-estruturas físicas e tecnológicas como alguns dos “factores positivos para a decisão de investir nos Açores”.

Nesse sentido, revelou que o executivo regional “pretende promover um conjunto de novas dinâmicas e prioridades no âmbito da APIA” para permitir ultrapassar as dificuldades criadas pela actual conjuntura económica mundial.

Vasco Cordeiro salientou que, a par de áreas tradicionais, como a agro-pecuária, as pescas ou o turismo, é necessário aproveitar o “enorme potencial” dos Açores em sectores como as energias renováveis e as novas tecnologias.

O Conselho de Administração da APIA que hoje tomou posse, presidido por Gualter Couto, integra ainda Lígia Barros Correia, como administradora-executiva, e Eriço Matias Tavares.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Um mais Cinco? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos