Economia

Governo Regional apoia perto de mil empresas açorianas

  • 24 de Setembro de 2009
  • 218 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 10:21
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Cerca de 15 mil postos de trabalho já foram indirectamente protegidos, devido ao investimento de 195 milhões de euros.

O Governo Regional já apoiou a reestruturação de 975 empresas açorianas, através de programas que criou para anular os efeitos da crise financeira internacional. Segundo foi ontem avançado pelo vice-presidente do Executivo regional, Sérgio Ávila, já foram investidos perto de 195 milhões de euros, o que “correspondeu, indirectamente, à salvaguarda de 14.902 postos de trabalho”, afirmou.

Os números foram revelados ontem, em Angra do Heroísmo, durante o discurso do governante na cerimónia de inauguração do novo balcão do Banif, naquela cidade.

Sérgio Ávila revelou, também, que “para além destes programas negociados com a banca, com garantia mútua e bonificação de juros, bem como reestruturação de dívidas a taxas mais favoráveis”, um outro programa destinado ao pagamento de dívidas das firmas a outras empresas, teve também um “assinalável êxito”.

O responsável referia-se à modalidade “Açores Empresas”, na qual o Governo avaliza 75% do valor dos créditos aprovados pela banca, garantindo a bonificação de juros, “de forma a anular qualquer efeito sistémico de endividamento entre empresas”.

Enquanto que no primeiro caso, o programa termina já no final de Setembro, os empresários podem ainda candidatar-se, até 19 de Dezembro, à linha Açores Empresas, para normalização da tesouraria e pagamento dos seus encargos com outras empresas regionais fornecedoras.

Sérgio Ávila destacou também que o grupo Banif foi responsável por 54,3% dos créditos concedidos para a reestruturação das empresas, e por 22,2% do programa Açores Invest, facto que considerou “assinalável”.

A concluir, Sérgio Ávila sublinhou a necessidade de reforçar a liquidez, “para o funcionamento da economia como motor de alavancagem da actividade económica”, que também só pode dar frutos se “a própria Administração pública pagar às empresas a tempo e horas”.

A este respeito, o governante revelou que a Região está a proceder aos pagamentos “muito abaixo dos prazos contratados”, com uma média “inferior a 27 dias”, conforme comprovam relatórios do Tribunal de Contas e do Ministério das Finanças, “que apontam a Região como exemplar” neste capítulo.

Refira-se que o presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Mário Fortuna, defendeu recentemente que as entidades públicas deveriam pagar juros sobre pagamentos em atraso aos fornecedores, referindo-se às empresas açorianas.

Segundo a nota de imprensa emitida pelo Governo Regional, as Câmaras do Comércio e Indústria da Região já terão adiantado que “não existem atrasos de pagamentos” por parte da Administração Regional aos fornecedores.

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