Economia

Açores têm de aumentar exportação dos seus produtos

  • 17 de Setembro de 2009
  • 187 Visualizações, Última Leitura a 17 Outubro 2017 às 23:10
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Os Açores têm de aumentar as suas exportações, a bem do desenvolvimento económico. A ideia foi defendida, na manhã de ontem, pelo presidente do Governo Regional dos Açores.

Carlos César, que falava no final da última ronda de contactos com os parceiros sociais com vista à elaboração do plano e orçamento regionais para 2010, anunciou, por isso, o reforço dos apoios ao transporte das produções regionais.

“A melhor solução é subsidiar o transporte de produtos para o exterior e não subsidiar, de uma forma geral, o transporte de mercadorias, o que poderia subsidiar as importações”, explicou o chefe do executivo.

Carlos César adiantou que, no âmbito do plano e orçamento para o próximo ano, será alargada a lista de produtos regionais cuja exportação é financiada pelo Governo Regional e, em alguns casos, os apoios já concedidos serão aumentados.

Carlos César anunciou também apoios uma redução não quantificada no custo dos transportes de mercadorias entre as ilhas do arquipélago.

O presidente do governo açoriano reafirmou as prioridades nos sectores do turismo, agricultura e economia do mar, em particular nas pescas, aproveitando para revelar que “o fundo de pescas vai ser aumentado”, o que se justifica por existir “uma escassez de recursos”.

No final da ronda de encontros com partidos e parceiros sociais (que decorreu terça e quarta), César manifestou-se satisfeito com os resultados alcançados.

“Os alertas que nos foram dados vão servir para a elaboração dos documentos e contribuem também para que possamos efectuar uma melhor governação e superar rapidamente a situação conjuntural da actual crise”, disse.

“As medidas que tomamos têm tido sucesso, nomeadamente os sistemas de incentivos, que são os melhores da UE”, frisou Carlos César, que acrescentou “ter regressado a normalidade à maioria” das empresas apoiadas.

Mais apoios

Esta manhã, as audiências começaram com a Federação das Pescas, que reivindicou “apoios para aliviar o sufoco financeiro de algumas famílias”.

Para além “da queda em 20 por cento nas capturas e nos preços de primeira venda”, Liberato Fernandes salientou que o sector viu “aumentar o número de pescadores no activo, dado que muitos que vão para o desemprego na construção civil voltam à actividade piscatória”.

Liberato Fernandes considerou ser “necessário financiar o sector com juros baixos” e defendeu que as verbas de alguns investimentos públicos devem ser canalizadas para “o apoio às famílias que vivem da pesca”.

Por seu turno, a Federação Agrícola dos Açores adiantou que os agricultores “estão preocupados com a competitividade, os custos dos transportes e o fim das quotas leiteiras”.

Nesse sentido, os responsáveis da federação acusam os transportadores “de aumentar o preço do transporte quando sabem que os produtores recebem apoios oficiais”.

A ronda de audiências encerrou com a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), que pretende uma “concentração de meios nos sectores da construção e exportação”.

O presidente da direcção da CCIA, Mário Fortuna, defendeu “afinações nos sistemas de incentivos”, que necessitam “de ser mais ágeis e atractivos”, facilitação do acesso ao crédito e mais investimentos públicos para garantir emprego e rendimento às empresas açorianas, particularmente no sector da Construção Civil.

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