Economia

Terceira e Horta satisfeitas com mais ligações marítimas

  • 9 de Setembro de 2009
  • 197 Visualizações, Última Leitura a 19 Outubro 2017 às 02:48
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A Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) e a Câmara do Comércio e Industria da Horta (CCIH) estão satisfeitas com as novas obrigações do serviço público de transportes marítimos para o Grupo Central anunciadas pelo Governo Regional.

Sandro Paim, presidente da CCAH considera o anúncio da tutela um “ ponto de partida” que vem de encontro a algo que os empresários da Terceira, Graciosa e S. Jorge “defendiam há vários anos”, e que passava “pelo desejo de que o Grupo Central fosse visto com um todo”.

“ Para nós é essencial que se alargue o conceito do triângulo para um conceito de Grupo Central”, afirma o líder da CCAH realçando “ o aumento de rotas e de carga” previsto pelas novas regras anunciadas no inicio desta semana pelo secretário regional da Economia.

Ângelo Duarte, presidente da CCIH, realça que as novas obrigações para o transporte marítimo “ estão a par com o que os autarcas e empresários do Faial e do Pico pretendiam e que passava por uma ligação diária de inverno e duas de verão entre a Horta, Cais e Velas”.

Os responsáveis coincidem na opinião que a inclusão da Graciosa nas rotas anunciadas pelo Governo é “essencial”, defendendo o presidente da CCIH que “ é muito importante para todas estas ilhas, geograficamente próximas, que as ligações marítimas funcionem e que actualmente, com as velocidades alcançadas pelos barcos, isso é possível”.

Turismo beneficiado

Sandro Paim enaltece o timing do anuncio das novas obrigações do serviço publico, realçando que a antecedência com que as medidas foram comunicadas irá permitir “que os operadores preparem pacotes turísticos para apresentarem na BTL 2010, usufruindo e potenciando, assim, ao máximo estas rotas”.

O desenvolvimento da actividade turística no Grupo Central é alias uma das mais valias destacadas pelo presidente da CCAH que antevê com o alargamento do serviço para a Graciosa e S. Jorge à primeira quinzena de Junho e à ultima de Setembro “um aumento dos passageiros para estas ilhas e a criação de pacotes turísticos que englobem as mesmas a partir da Terceira”.

Oportunidade aos privados

Ângelo Duarte defende que as novas rotas introduzidas pelo Governo são uma excelente oportunidade para o aparecimento da iniciativa privada a operar nas ligações marítimas do Grupo Central.

O presidente da CCIH dá o exemplo da rota Horta – Madalena como um caso em que o operador “retira proveitos económicos muito acima da média”, considerando que as novas obrigações irão permitir que outras rotas sejam igualmente atractivas do ponto de vista económico.

O líder dos empresários do Faial e Pico realça, no entanto, que numa fase inicial as novas rotas “nunca serão rentáveis “ pelo que propõe parcerias entre o privado e o Governo Regional ou as autarquias de forma a poder existir uma exploração normal das carreiras.

“Uma rota como o Cais do Pico – Velas poderá não ter uma ocupação tão eficaz como se esperaria no seu início”, diz Ângelo Duarte, “ mas com a continuada da exploração desse percurso o potencial para a iniciativa privada parece-me ser muito interessante”.

 Operação a melhorar

Em relação à operação marítima de 2009, ambos os presidentes apontam alguns problemas, especialmente com a tardia entrada ao serviço dos navios.

Quanto a aspectos positivos, Sandro Paim aponta o aumento do numero de passageiros transportados, quando a Ângelo Duarte, elogia as condições oferecerias pelo Viking em termos de velocidade e estabilidade defendendo mesmo que este deve ser o modelo de navio a utilizar nas rotas mais longas entre o Grupo Central, enquanto que nas ligações mais curtas “barcos mais pequenos e que transportem apenas passageiros seriam os ideais”, dando como bom exemplo a experiencia feita com o Trijet “barco com capacidade para 80 pessoas que fazia Horta Velas em menos de uma hora”.

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