Economia

OCDE melhora previsões sobre queda da economia da zona euro para 3,9%

  • 3 de Setembro de 2009
  • 196 Visualizações, Última Leitura a 22 Agosto 2017 às 03:21
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A OCDE espera para 2009 uma queda menos acentuada da economia da zona euro e do Japão face às previsões do início do Verão, mas mantém os números para os EUA, para onde já referia em Junho sinais de melhoria.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apresentou hoje a revisão intermédia da sua informação semestral onde estima que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro vai recuar 3,9 por cento este ano, contra 4,8 por cento previstos em final de Junho.

A justificação desta decisão refere que os países da moeda única europeia estão a sair da recessão no terceiro trimestre (mais 0,3 por cento em evolução trimestral) e que a tendência deverá confirmar-se no quarto trimestre (mais dois por cento).

A revisão é mais pronunciada no Japão, onde a OCDE aponta agora para uma descida de 5,6 por cento do PIB contra a quebra de 6,8 por cento da informação do início do Verão.

Os responsáveis pela análise intermédia da OCDE não alteraram os dados para os EUA, cujo PIB deverá descer 2,8 por cento em 2009, com um crescimento de 1,6 por cento no terceiro trimestre e 2,4 por cento no quarto.

"As notícias económicas foram especialmente favoráveis nos últimos meses", salienta a OCDE, que refere a descida do preço do dinheiro, a recuperação dos mercados bolsistas e a moderação da tensão nos empréstimos bancários.

A situação do desemprego deteriorou-se fortemente em alguns países da OCDE mas não em muitos outros. Entre o início de 2008 e o segundo trimestre de 2009, as subidas do índice de desemprego chegou a ser de quase nove pontos percentuais em Espanha, de cerca de sete pontos na Islândia, de 5,5 pontos na Irlanda e de pouco mais de quatro pontos nos EUA e Turquia.

A OCDE defende que continuam a ser necessárias a curto prazo medidas de incentivo avançadas pelos governos para enfrentar a crise.

No entanto, a mais longo prazo, os autores do estudo aconselham os países a preparar a supressão de todas as medidas de apoio fiscal e monetário e a elaborarem "estratégias de saída e planos de consolidação fiscal".

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