Economia

Iniciativa da Câmara do Comércio de Angra face à gripe A H1N1

  • 18 de Agosto de 2009
  • 191 Visualizações, Última Leitura a 20 Outubro 2017 às 00:25
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A Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) espera avançar em breve com um plano para afirmar o arquipélago como um destino de confiança, numa altura em que os casos de gripe A H1N1 continuam a aumentar.

 


De acordo com o presidente da CCAH, Sandro Paim, o Plano Açores Destino Seguro assentará em seis objectivos. “Desenvolver a confiança na Região, informar e esclarecer as empresas sobre esta doença, formar as empresas para puderem prevenir a expansão deste vírus e realizar acções de charme para continuar a cativar o turismo”, enumerou.

 


Outras metas são preservar os empregos do sector turístico e reactivar as pequenas empresas turísticas e o retorno do fluxo turístico que permita às empresas funcionarem.

 


Ainda segundo Sandro Paim “este plano pretende envolver o maior número de entidades para potenciar uma ampla discussão e implementação”.

 


Paralelamente a este plano, a Câmara de Comércio de Angra - associação empresarial das ilhas Terceira, Graciosa e São Jorge - pretende criar um Fundo de Apoio às empresas afectadas pela gripe.

 


Sandro Paim esclareceu que o fundo será “aplicado às empresas cuja funcionalidade parcial ou total seja posta em causa”.
Acrescentou ainda que a CCAH vai criar uma dotação orçamental especificamente vocacionada para o plano.

 

 

Empresas preparadas

 


Sandro Paim falava, ontem, antes de uma sessão de esclarecimento sobre a gripe A destinada a empresários, pelo delegado de Saúde de Angra do Heroísmo, José Barbeito.

 


O delegado de Saúde focou a importância das empresas se prepararem com antecedência para a eventualidade de terem de lidar com casos de gripe A, garantindo os meios para que o seu negócio prossiga.
Neste sentido, José Barbeito defende que as empresas devem criar equipas, com um coordenador e uma cadeia de comando definida, para lidar com possíveis casos de gripe A.

 


No caso de um trabalhador demonstrar sintomas de gripe, o médico deixou claros os passos. “Se trabalhador estiver em casa deve manter-se em casa e contactar a Linha de Saúde 24. No local de trabalho este deve ser distanciado dos colegas, deve colocar uma máscara e deve ser contactada a Linha de Saúde 24”, explicou.

 


Depois do possível caso ser encaminhado quer para o hospital como para os futuros serviços de atendimento da gripe, a criar até ao final do mês, nos centros de saúde, o resultado das análises efectuadas deverá ser conhecido no espaço de quatro a seis horas.

 


José Barbeito sublinhou que se devem evitar situações de pânico. “Lidei recentemente com um caso em que o responsável não queria que os clientes nem os trabalhadores soubessem que se tinha verificado um caso positivo no seio da empresa. Cinco minutos depois estava um trabalhador a bater à porta a dizer que já sabia do caso e a querer ficar em casa. O ideal é que os trabalhadores estejam informados e saibam o que fazer, porque a sociedade tem de continuar a funcionar”, frisou.

 


O delegado salientou que as empresas devem ter stocks de máscaras, bem como um stock de segurança de bens essenciais ao seu funcionamento (devendo conhecer os planos de contingência dos seus fornecedores).

 


Medidas de prevenção passam por utilizar lenços de papel para cobrir a boca ao tossir ou espirrar e usá-los apenas uma vez, colocando-os depois no lixo. Lavar as mãos, com água e sabão e não só com soluções à base de álcool, é outra medida de prevenção importante, especialmente pare empresas em áreas como a alimentação ou em que os funcionários estejam mais sujeitos a serem infectados, como nos transportes.

 

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