Economia

Parque industrial de Angra necessita de sociedade gestora

  • 18 de Julho de 2009
  • 195 Visualizações, Última Leitura a 18 Novembro 2017 às 06:20
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É urgente uma sociedade de gestão para o parque industrial de Angra. Assim como é importante a redução do preço de venda dos lotes, além de uma solução que impeça que a via central que atravessa o parque não fique fechada na extremidade que a liga à via rápida. Foram estas as principais questões levantadas por vários dos empresários que se juntaram na Câmara do Comércio de Angra para ouvir os candidatos à Câmara Municipal.

Andreia Cardoso, candidato pelo PS, explicou que o preço do metro quadrado dos lotes (acima dos 20 euros) resulta de uma avaliação independente, embora se tenha mostrado disponível para reavaliar a situação. Quanto às acessibilidades, adiantou que o assunto está em avaliação nas Obras Pública.

Por seu turno, Artur Lima, do PP, defendeu que o preço hoje pedido deve ser igual ao pago na expropriação dos terrenos. E criticou a opção na ligação da via rápida ao parque industrial, acusando o PS de insistir numa “obra megalómana”.

António Ventura reivindica uma sociedade de gestão para o parque industrial.

O mesmo defendeu Andreia Cardoso.

Quanto ao mini-parque da Grota do Vale, António Ventura prometeu expropriações rápidas para garantir acessos ao local; Artur Lima sublinhou que a falta de acessibilidades ao local resulta da elaboração errada do Plano Director Municipal; Andreia Cardoso recordou que o assunto está em tribunal.

Questionados sobre o peso do mercado paralelo no concelho, António Ventura e Artur Lima endereçaram responsabilidades à autarquia nos licenciamentos e às Finanças e à Inspecção Regional das Actividades Económicas pela falta de fiscalização.

Quanto à aquisição de bens e serviços pela autarquia no mercado local, António Ventura (a quem foi dirigida a questão) defendeu, por exemplo, o faseamento das obras para permitir o acesso às construtoras locais.

Na sua intervenção inicial, Artur Lima defendeu que “Angra tem de ser o motor económico da Terceira”, alertou para a necessidade de ser bem pensada a possibilidade de dispersar pequenos parques empresariais pelo concelho e, tal como António Ventura, sublinhou a urgência de maior promoção do concelho e da ilha no exterior para atrair turistas.

Andreia Cardoso, questionada sobre a morosidade na resposta da autarquia aos processos empresariais, adiantou que a “gestão actual exige eficiência e conhecimento” e que a autarquia está a trilhar esse caminho, recusando os argumentos de Artur Lima, que justificou o facto com a “colonização partidária” dos serviços camarários, em vez de contratações por mérito.

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