Economia

Hotel da Graciosa vai colocar a ilha no “roteiro” do turismo

  • 2 de Julho de 2009
  • 176 Visualizações, Última Leitura a 23 Agosto 2017 às 02:22
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“A Graciosa não fazia parte de um roteiro essencial da actividade económica e turística. Esta infra-estrutura vem, pelo menos, registar, alertar, sinalizar a Graciosa junto dos empresários, dos agentes de viagens, das pessoas em geral, como parte integrante e potencial deste conjunto que é a oferta turística e o destino Açores”. As palavras são do presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, que discursava, ontem, na inauguração do novo Graciosa Resort & Business Hotel, o primeiro hotel da ilha, uma unidade classificada com quatro estrelas e com capacidade de 120 camas.

César respondeu aos mais cépticos quanto a este investimento numa ilha de pequena dimensão, afirmando que este é “um investimento que não corresponde a uma aplicação financeira sem critério, para foguetório, ou para ilusão dos menos avisados quanto ao que é preciso fazer na Graciosa”.

“É mesmo um investimento essencial e basilar e que terá sem dúvida um efeito reprodutivo, sobretudo se o associarmos ao que está a ser feito nas Termas do Carapacho”, reforçou César, afirmando acreditar que o novo hotel vai ser “gerador de empregos e de riqueza”, de forma sustentável.

“Existem agora uma série de características infra-estruturais que beneficiam a ilha, desde a sala de reuniões ao restaurante”, disse.

Habitação vs. Hotel

A exploração da nova unidade hoteleira foi concessionada ao INATEL, que, por sua vez, a sub-concessionou ao grupo Paim e a dois empresários da Graciosa.

Sandro Paim, apesar de defender que uma parte importante do desenvolvimento turístico das ilhas do grupo Central deve passar pelo turismo de habitação e rural, afirma que o hotel vem dotar a Graciosa de uma “infraestrutura de base”, capaz de receber congressos e outras iniciativas.

“Sou uma das pessoas que concorda que no grupo central se deve desenvolver o turismo rural e de habitação, mas tem sempre de haver uma infra-estrutura de base que capacite a ilha para receber iniciativas como congressos. Acredito que o turismo rural, de habitação, terá sempre o seu nicho de mercado”, afirmou a DI.

Sandro Paim tem boas expectativas para a exploração do espaço, sendo que o INATEL garante alguns milhares de turistas por ano: “A partir de agora vão-se desenvolver pacotes turísticos, a animação turística vai evoluir ainda mais e parcerias, como com as Termas do Carapacho, serão preciosas”.

Plano de Coesão

O presidente do Governo Regional anunciou que vai ser implementado, ainda este ano, o Plano Estratégico para a Coesão dos Açores. “É mais uma ferramenta para permitir introduzir, de forma planificada, mais-valias que discriminem ainda mais positivamente as ilhas de menor dimensão em vários sectores da actividade económica”, afirmou.

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