Economia

Mais valias do queijo não ficam em S. Jorge

  • 17 de Junho de 2009
  • 210 Visualizações, Última Leitura a 17 Agosto 2017 às 05:54
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Falar da economia jorgense é falar inquestionavelmente nos lacticínios e especialmente no queijo, produto que, de acordo com Rui Enes, vice-presidente do Núcleo Empresarial, tem um custo para o consumidor que não se traduz no que é pago aos produtores de leite.

O responsável afirma que a lavoura “é mal paga e a más horas” questionando o porquê do queijo ser vendido “a três euros aqui e a 10 em S. Miguel ou no Continente. Alguém fica com o dinheiro e não são os produtores de leite”.

Apesar das criticas, Rui Enes acredita que esta indústria vai continuar a ser “o grande factor promocional e de receita” de S. Jorge, mas deixa também recados aos lavradores que “não podem continuar a viver habituados aos subsídios, tem que pensar em reduzir os seus custos de produção”.
 
Exposição bienal
 
O Núcleo Empresarial quer tornar a Expo S. Jorge, que decorreu de 9 a 14 de Junho na Calheta, num evento bianual a realizar alternadamente entre esta vila e as Velas, cumprindo assim o desígnio que esteve na génese deste projecto.

Segundo Rui Enes, a ideia foi abandonada quando há 2 anos não se realizou a feira, mas espera que em 2011 as Velas voltem a receber nova edição da Expo S. Jorge.

Apesar de muito satisfeito pela boa adesão de público na Calheta, o responsável lembra outras edições “com espaços maiores e mais público, para esta edição não tivemos que recusar gente por falta de espaço, julgo que alguns empresários tiveram receio de investir na promoção dos seus produtos”.
 
“Comércio local é boa opção”
 
Uma das questões que o Núcleo Empresarial de S. Jorge levantou durante a feira prende-se com o facto da população da ilha, já de si reduzida, procurar mercados exteriores para comprar os seus produtos, enfraquecendo o comércio local.

Para Rui Enes, este é “um grande erro”, colocando em dúvida que seja financeiramente compensador comprar fora de S: Jorge.

“ Com os portes, as garantias, ir buscar aos transitários, a diferença será muito pouca”, diz o número dois do Núcleo Empresarial jorgense.

O vice-presidente vai ainda mais longe elogiando o esforço dos comerciantes “ que apresentam uma variedade de produtos ao nível do que se apresenta lá fora, quer a nível de novidades como da forma como divulgam os seus produtos, a variedade não é problema, tem a ver com o preço e não acredito que este compense fora de S. Jorge”.
 
Fixar mais valias
 
Os elogios de Rui Enes estendem-se também à própria estrutura empresarial, considerando que, apesar das dificuldades estruturais “a qualidade de vida em S. Jorge tem vindo a subir”.

Prova disso, para o dirigente, é a chegada de muitos jovens “estagiários L” e  “estagiários T” para a ilha “inclusive pessoas do Continente que estão cá e jorgenses formados lá fora que voltam para a sua terra, representando, neste momento, uma mais valia para S. Jorge, pois são pessoas com outro tipo de formação que trazem novos conhecimentos”.

O receio de Rui Enes prende-se com o futuro destes estagiários quando terminarem os seus estágios. O responsável acredita que as empresas locais têm capacidade para absorver estes novos funcionários, expressando o seu desejo que o programa possa efectivamente cumprir “os objectivos para que foi criado, fixar quadros com formação nas ilhas mais pequenas”.

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