Economia

50 maiores empresas de construção contornam crise do sector e registam crescimento

  • 2 de Junho de 2009
  • 233 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 10:26
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As 50 maiores empresas de construção em Portugal estão a conseguir contornar o impacto da crise do sector, tendo registado uma taxa média de crescimento anual de sete por cento entre 2003 e 2007.

Esta é uma das principais conclusões do estudo “O Poder da Construção em Portugal – Impactos 2009/2010”, elaborado pela Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP) e pela consultora Deloitte e hoje apresentado em Lisboa.

De acordo com o estudo, entre 2003 e 2007, o volume de negócios das 50 maiores empresas do sector da construção cresceu 30 por cento em termos acumulados, o que corresponde a uma taxa média de crescimento anual de sete por cento.

Em contrapartida, no mesmo período, a produção do sector nacional registou um decréscimo de 11 por cento.

Estes dados demonstram que “as 50 maiores empresas portuguesas são dinâmicas e crescem num momento em que o sector da construção vive a sua crise mais prolongada de sempre”, afirmou António Manzoni, da ANEOP, durante a apresentação do estudo.

“O que estas empresas conseguiram fazer foi crescer por via da internacionalização e da diversificação” das suas áreas de negócio, acrescentou António Manzoni.

De acordo com estudo, as 50 maiores empresas de construção portuguesas apostam na internacionalização, ao contrário do que acontece no sector nacional, onde apenas seis por cento do volume da actividade tem origem no exterior.

Das empresas inquiridas, mais de 70 por cento tem actividades fora de Portugal, sendo o continente africano o principal destino das maiores empresas portuguesas, representando cerca de 60 por cento do volume de negócios gerado no exterior.

No contexto de internacionalização, Angola destaca-se, representando “cerca de 50 por cento do volume de negócios internacional das empresas com uma facturação superior a 200 milhões de euros”, segundo o estudo.

Além dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), as maiores empresas portuguesas de construção estão também presentes “no norte de Africa, na América Latina e na Europa de Leste”.

Outra das conclusões do estudo é a aposta das 50 maiores empresas portuguesas na diversificação das áreas de actividades além da construção.

De acordo com o estudo, “cerca de 90 por cento das empresas declararam que operam noutros negócios além da construção”.

Cerca de 70 por cento estão nas concessões e no imobiliário, 50 por cento na indústria e no ambiente e 40 por cento no turismo e na energia.

A aposta na diversificação “é uma forma de as empresas conseguirem alcançar margens superiores”, afirmou Carlos Frias, sócio da Deloitte, sublinhando que em Portugal as margens são muito reduzidas (em 2007 cifraram-se em 3,3 por cento em termos médios).

O estudo foi elaborado com informação recolhida entre Fevereiro e Maio através de questionários às 50 maiores empresas de construção e entrevistas com os principais responsáveis das empresas.

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