Economia

Venda de experiências revoluciona turismo

  • 28 de Maio de 2009
  • 230 Visualizações, Última Leitura a 19 Setembro 2017 às 13:26
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Aventura, refúgios a dois e jantares a dois são as três áreas de turismo de animação que oferecem experiências como presentes no grupo central, em 2010. Trata-se de uma parceria da Associação Regional de Turismo (ART) com a empresa “A vida é bela”.

A ideia é oferecer passeios pedestres, mergulho, whale watching, jantares em bons restaurantes e alojamento de pequena dimensão, entre outras experiências, por preços fixos e acessíveis.

O projecto foi apresentado esta terça-feira, num encontro de empresas de animação turística da ilha Terceira, no Hotel Terra do Mar, pelo fundador d’ “A vida é bela”, António Quina.

O preço base apresentado foi de 50 euros por experiência, mas poderá sofrer alterações. O produto deverá ser lançado na próxima BTL, em Dezembro, e mais tarde em feiras internacionais. À ART cabe a primeira selecção de empresas adequadas para este tipo de oportunidade, no grupo central, mas a escolha final é feita pela empresa “A vida é bela”.

O produto é colocado à venda no continente, em lojas como a FNAC, a Worten ou a Rádio Popular, em agências de viagens e em grandes operadores turísticos. O que possibilita que o turista ao comprar uma viagem para os Açores possa adquirir, ao mesmo tempo, um jantar ou um curso de parapente, por exemplo.

À semelhança do que a empresa já oferece em Portugal continental e Espanha, a experiência é apresentada ao consumidor numa embalagem apelativa, de cor vermelha, que contém um voucher e um catálogo com as experiências à escolha, assim como os contactos das empresas, de forma a facilitar a contacto directo.

O projecto lança inicialmente uma referência para cada um dos três segmentos, já escolhidos. No entanto, segundo António Quina, a ideia é alargar o projecto a mais segmentos e aumentar o número de referências por cada área.

Época alta

Dezenas de empresários do turismo de animação da ilha Terceira compareceram ao encontro. Após uma reunião à porta fechada com a ART, os empresários ficaram a conhecer as actividades da associação para a próxima época alta. 

A curto prazo, a ART conta desenvolver mapas humorísticos para todas as ilhas do grupo central, onde se encontram assinaladas as principais actividades do ramo do turismo de animação disponíveis.

Serão ainda criados sete novos quiosques da ART, à semelhança dos existentes em Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, em São Jorge, Graciosa, Pico e Faial.

Para as empresas ligadas ao turismo, estão a ser preparadas novas acções de formação. De acordo com José Eduardo Toste, até à data foram realizadas quatro iniciativas com bastante adesão.

O director executivo da ART adiantou ainda que estão a ser programadas, para o período pós-época alta, acções de formação, na ilha Terceira, nas áreas de bird whatching e team building.

O plano consta ainda do aperfeiçoamento da central de reservas, que deverá permitir a aquisição de produtos de animação turística em quiosques de outras ilhas. A ART está também a criar produtos alusivos à animação turística, como t-shirts e cadernos moleskine.

Outra das propostas apresentadas como ferramenta de ajuda aos agentes turísticos do grupo central, é a disponibilização de uma agenda cultural no site da ART, que permite a pesquisa de actividades num determinado período de tempo, assim como a impressão do resultado.

Está ainda em fase de finalização um novo guia de actividades de animação turística, que segue o manual de imagem para os Açores, apresentado na última BTL. O site da ART já está disponível numa versão bilingue, em português e inglês.

Os empresários foram ainda brindados com uma conferência sobre as “novas tendências de distribuição dos produtos de turismo e lazer”, apresentada por António Quina.

Sandro Paim confiante

Na abertura do encontro, o presidente da Associação Regional de Turismo, Sandro Paim, apelou à motivação dos empresários. “Não podemos deixar de trabalhar só porque se diz que há crise”, salientou.

Sandro Paim alertou para o facto do turismo ser “um dos sectores mais competitivos do mercado”. Motivo que considera justificar a aposta no que de melhor a Região tem para oferecer. O presidente da ART considera mesmo que o arquipélago pode não sofrer os efeitos da crise económica internacional. “Podemos não ser tão afectados”, defende, lembrando, ainda assim, que as previsões não são “animadoras”.

Segundo Sandro Paim, a proximidade com o continente em época de crise poderá mesmo trazer vantagens para o turismo da Região.“Acredito que este pode ser o ano zero para os Açores”, sublinha.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Sete mais Oito? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos