Economia

Construção quer mais obras e rapidez nos pagamentos

  • 22 de Maio de 2009
  • 221 Visualizações, Última Leitura a 18 Novembro 2017 às 06:18
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O lançamento imediato de concursos públicos, a maior celeridade na amortização das dívidas por parte das autarquias e de algumas empresas tuteladas pelo Governo Regional e ainda a concessão de adiantamentos de preço nas condições contratuais são as principais reivindicações da construção civil para combater a crise.

Cinquenta empresários estiveram reunidos anteontem, na cidade de Ponta Delgada, para discutir o momento actual do sector e as medidas necessárias para a retoma.

Do encontro, resultaram três ideias chave: a “necessidade imperiosa” de se lançar concursos para obras públicas, a “maior rapidez” na amortização das dívidas das autarquias e de algumas empresas tuteladas pelo Governo Regional e ainda o “pagamento adiantado” de obras públicas.

“Nestes primeiros seis meses do ano, até por questões de lei - aprovação do Orçamento da Região - houve poucos concursos. É preciso inverter isso. Relativamente às amortizações, a situação é particularmente sensível a nível das autarquias e estamos a falar de muitos milhões de euros”, revela Albano Furtado, responsável da AICOPA.

Já no que concerne às linhas de crédito específicas para a Região Autónoma -“Açores Investe”, destinadas ao Reforço do Fundo de Maneio (40 milhões de euros) e de Apoio à Reestruturação da Dívida Bancária das Empresas (100 milhões de euros), Albano Furtado adverte para o facto de terem eficácia nula no sector ou não produzirem efeito imediato.
Governo promete obras

Recorde-se que a 15 de Maio o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, anunciou o lançamento de uma série de empreitadas com o objectivo de se relançar o sector da construção civil nos Açores.

Em conferência de imprensa em Ponta Delgada, José Contente revelou que o Governo Regional está a fazer um “novo esforço”, traduzido em obras e investimento público, para dinamizar o sector da construção civil, que emprega mais de 19 mil pessoas na Região.

Em resultado da crise, José Contente confirmou que se assiste nestes últimos meses a uma quebra do emprego no sector da construção civil, adiantando, todavia, que o segundo semestre “será bem melhor nos Açores, com mais obras, mais adjudicações e mais emprego também”.

O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentosmencionou várias empreitadas consignadas , no valor de 405 mil euros, às quais acrescem investimentos de 800 mil euros em empreitadas adjudicadas e por adjudicar, a arrancar ainda este mês, e de 2,2 milhões de euros em novos lançamentos concursais.

As empreitadas anunciadas pelo Governo Regional abrangem quase todas as ilhas.

Aos empresários da construção civil José Contente deixou ainda a garantia de que todas as obras lançadas têm recursos financeiros disponíveis, desafiando as autarquias a acompanharem esse esforço.

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