Economia

Açores debatem-se com oito mil desempregados

  • 19 de Maio de 2009
  • 224 Visualizações, Última Leitura a 18 Outubro 2017 às 11:52
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O desemprego nos Açores aumentou 1,1 por cento em Abril, face ao mesmo período de 2008, lançando a taxa para os 6,7 por cento.

No final do primeiro trimestre deste ano existiam perto de oito mil desempregados no arquipélago, mais 1600 que nos mesmos meses do ano passado.

Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) e revelam também que se perderam na Região 1300 postos de trabalho em seis meses, entre Outubro de 2008 e Março de 2009.

Já o director regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor, Rui Bettencourt, adiantou esperar que os números se invertam até ao fim do ano.

Rui Bettencourt salientou o facto de a taxa de desemprego verificada nos Açores continuar a ser a mais baixa do país.

No Continente, as estatísticas do INE revelaram uma taxa de desemprego de 8,9 por cento, que ultrapassa as previsões do Governo.
 
Em declarações à RDP/Açores, o governante adiantou que houve criação de postos de trabalho na área dos serviços, mas que esta foi insuficiente para compensar a crise na construção civil.

O director regional avançou ainda que o executivo açoriano está atento à situação e tem equipas no terreno.

Função pública e lavoura

Já de acordo com o blogue “Números e Números”, são os sectores da administração pública e da agricultura que continuam a evitar uma subida ainda mais acentuada do desemprego nos Açores.

No ano passado e nos primeiros três meses de 2009, foram admitidos cerca de 4 mil funcionários públicos, incluindo nas áreas da educação e saúde.

Se a agricultura também criou alguns empregos - actualmente emprega 13,7 por cento da população do arquipélago - a construção civil é um sector claramente em crise.

De acordo com a Associação dos Industriais de Construção e Obras Públicas dos Açores (AICOPA) cerca de dois mil trabalhadores terão sido despedidos neste sector no arquipélago, desde finais de 2007, como consequência da crise económica.

“É uma estimativa com base em informações de vários despedimentos e quebras nos indicadores de consumo de cimento e de edifícios licenciados”, afirmou o presidente da AICOPA, Albano Furtado.

Numa visita, na semana passada, às obras da avenida marginal, na Praia da Vitória, o secretário regional da Economia também afirmou que seria expectável uma “ligeira subida” do desemprego e uma quebra no turismo.

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