Economia

Vendas de automóveis novos quebram cerca de 40%

  • 15 de Maio de 2009
  • 189 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 04:44
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A venda de automóveis novos está a passar um ano difícil a nível nacional. Nos Açores a realidade não é diferente e o Serviço Regional de Estatística revelou que no primeiro trimestre desta as quebras foram superiores a 40%. Os critérios mais exigentes das financeiras e a crise de confiança podem justificar estes números.
 
A venda de automóveis novos nos Açores teve quebras na ordem dos 40% no primeiro trimestre deste ano. De acordo com os dados do Serviço Regional de Estatísticas, até Março tinham sido vendidos 646 viaturas, contrastando com as 1097 em período homólogo no ano anterior.
 
Os veículos ligeiros sofreram a maior queda. No mês de Janeiro registaram 150 unidades vendidas, aumentando para as 152 unidades no mês seguinte e 187 no mês de Março. Tendo em conta o ano de 2008 facilmente se verifica a crise que atinge o sector, onde, no mesmo trimestre, se tinham vendido 283, 272 e 311 unidades respectivamente.

As viaturas comerciais sofreram menos este sentido descendente das vendas. No passado trimestre foram vendidos 157 veículos contra os 226 do ano passado.
 
Critérios apertados
 
A capacidade de endividamento dos portugueses está estrangulada e o sector automóvel é dos primeiros a sentir o laço dessa corda. A grande maioria das vendas é realizada mediante financiamento bancário especialmente nos segmentos mais baixos. Pedro Rocha, gerente da Rocha & Mendes, concessionário Honda, admite um cenário de poucas melhoras nos meses que se avizinham: “temos registado um número cada vez mais reduzido de visitas ao stand o que por si só diminui as possibilidades de concretizar negócios”.

No entanto se essas oportunidades surgem, as financeiras que em tempos forma uma das ferramentas mais práticas para fechar negócios na hora, agora são um entrave. “Se optamos por uma financeira que apresenta taxas de juro muito competitivas, assistimos a critérios muito reduzidos eliminando o risco. Já as financeiras que continuam a manter critérios mais alargados praticam taxas de juro proibitivas, seja por um ou outro motivo vemos negócios a fugir”, concretiza.
 
Crise de confiança
 
Os responsáveis da Angracar, na Atalaia, representantes da Fiat, Volvo, Lancia, Alfa Romeu e Range Rover, sentiram estes meses os efeitos da redução das vendas de viaturas novas. Miguel Oliveira sublinha um mau início de ano, nomeadamente nos segmentos mais baixos, já que as viaturas “Premium” mantêm os números. O gerente da Angracar acredita que o final de ano vai trazer melhores ventos: “parece-me que existe uma crise de confiança, as pessoas mostram interesse, mas vão adiando a concretização dos negócios.

Agora estamos a assistir a uma redução das taxas de juro na habitação e isso pode devolver alguma confiança ao consumidor final”.

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