Economia

Painel de economistas do BCE corta previsões e antecipa contracção de 3,4% da economia

  • 14 de Maio de 2009
  • 239 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 07:05
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O painel de conselheiros económicos do Banco Central Europeu (BCE) reviu hoje em baixa a previsão macroeconómica para a Zona Euro em 2009, antecipando agora uma contracção da actividade de 3,4 por cento.

Este cenário hoje conhecido é o resultado de um painel de economistas que é regularmente consultado pelo BCE e que nesta edição contou com a participação de 52 profissionais.

Nas últimas previsões, o painel apontava para uma contracção da economia da Euro Área na ordem dos 1,7 por cento este ano.

Os economistas inquiridos reviram igualmente em baixa as suas previsões para 2010, antecipando um crescimento de 0,2 por cento, que compara com a anterior projecção de 0,6 por cento.

Nos seus comentários, os especialistas apontam para uma quebra transversal na economia e caracterizada por uma "fraca procura externa e interna".

As previsões deste painel são piores do que o cenário traçado pelo próprio BCE em Março, que antecipava uma contracção da actividade de 2,7 por cento.

Em linha com a contracção da actividade esperada, as previsões de desemprego do painel de economistas consultado pelo BCE foram igualmente revistas em alta de 8,7 por cento para 9,3 por cento, esperando-se mais subidas em 2010, ano em que a taxa de desemprego média na Zona Euro deverá aumentar para os 10,5 por cento.

Relativamente à inflação, o painel de especialistas - que em Janeiro previa uma subida média dos preços de 0,9 por cento - estima neste momento uma menor subida em 2009, de 0,5, e de 1,3 por cento em 2010.

No editorial que acompanha o boletim de Maio, que integra os resultados do painel de especialistas, o BCE reconhece que o enfraquecimento no primeiro trimestre poderá ter sido "significativamente mais pronunciado do que o projectado em Março", quando era apontada uma contracção de 2,7 por cento.

"No geral, é provável que a actividade económica seja muito fraca no resto do ano, registando depois uma recuperação gradual no decurso de 2010", refere o BCE.

Em particular, a queda substancial dos preços das matérias-primas desde o Verão de 2008 está a apoiar o rendimento disponível real e, desse modo, o consumo.

"Além disso, tanto a procura externa como a interna deverão beneficiar de forma crescente dos efeitos do significativo estímulo macroeconómico em curso, bem como das medidas tomadas até à data para restabelecer o funcionamento do sistema financeiro dentro e fora da área do euro", acrescenta.

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