Economia

FMI sugere "testes de resistência" para a banca europeia

  • 12 de Maio de 2009
  • 296 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 05:17
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O Fundo Monetário Internacional (FMI)considera que as autoridades europeias deveriam fazer "testes de resistência" aos bancos do continente, à semelhança do que foi feito nos Estados Unidos, indicou hoje Marek Belka, director do departamento Europa do fundo.

Os testes deveriam ser conduzidos por supervisores nacionais em cada país europeu, disse Marek Belka numa conferência de imprensa em Paris para a apresentação de um relatório do FMI sobre as perspectivas económicas na Europa.

"Os poderes públicos (europeus) devem (...) submeter as instituições financeiras a testes de resistência regulares e obriga-las a reconhecer as respectivas perdas e a recapitalizar-se se for caso disso", declarou Belka, apelando para "uma limpeza de Primavera urgente e minuciosa" do sistema financeiro.

Os testes de resistência visam determinar se os bancos têm capitais próprios suficientes para fazer frente à degradação dos balanços, em consequência da crise financeira e da desvalorização dos activos.

Se não for o caso, os bancos identificados como frágeis devem encontrar dinheiro para reforçar o respectivo balanço.

Nos Estados Unidos, os reguladores consideraram que 10 dos 19 grandes bancos testados deviam reforçar os capitais próprios em cerca de 75 mil milhões de dólares (54,9 mil milhões de euros) no total.

Segundo o relatório do FMI sobre as perspectivas económicas na Europa, a actividade vai voltar a arrancar na Europa no segundo semestre de 2010, desde que os poderes públicos tomem "novas medidas" para, nomeadamente, apoiar o sector financeiro e relançar o mercado do crédito.

"O grave abrandamento económico que se verifica na Europa poderá acabar no segundo semestre de 2010 e ser seguido de uma retoma progressiva, mas (...) novas medidas serão indispensáveis, sobretudo no sector financeiro, para iniciar esta retoma", sublinha o relatório.

Para o conjunto do continente europeu, o FMI prevê uma contracção de 4,2 por cento do PIB em 2009 e um recuo de 0,1 por cento no ano seguinte.

No caso dos países mas avançados do continente europeu, uma categoria que inclui vinte países, o FMI antecipa uma contracção de quatro por cento em 2009 e prevê que a actividade continuará em terreno negativo em 2010 "embora à taxa mais moderada de menos 0,4 por cento".

O PIB da zona euro deverá cair 4,2 por cento em 2009, e 0,4 por cento em 2010, precisou o fundo, confirmando no essencial as previsões publicadas no final de Abril.

No que respeita às economias emergentes europeias, o Fundo prevê uma quebra ainda mais acentuada, de 4,9 por cento em 2009, mas em contrapartida a retoma poderá já verificar-se no próximo ano, com uma progressão da actividade de 0,7 por cento.

Para assegurar a retoma no continente, o relatório aconselha "o prosseguimento dos apoios" para dinamizar o crédito, um reconhecimento "credível" das perdas do sistema financeiro e a recapitalização das instituições "viáveis" com o apoio do Estado se necessário.

"A política orçamental deve continuar a apoiar a procura", acrescenta o Fundo, não perdendo de vista o reequilíbrio "ulterior" das finanças públicas.

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