Economia

Sustentabilidade do turismo passa por trabalho diário

  • 28 de Abril de 2009
  • 262 Visualizações, Última Leitura a 23 Outubro 2017 às 11:04
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

O secretário regional da Economia defendeu ontem que é preciso "acautelar" procedimentos para garantir a sustentabilidade do turismo no arquipélago, um trabalho quotidiano, que deve ser "assumido no planeamento" diário das entidades públicas, privadas e comunidade local.
 
Talvez um dos desafios que temos pela frente é termos consciência que este é um trabalho quotidiano, que deve ser assumido no dia a dia, no planeamento de cada uma das entidades sejam elas públicas ou privadas quando definem as suas metas", disse Vasco Cordeiro, num Workshop promovido pela Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional sobre "Turismo e Sustentabilidade".

Sublinhando que a região dispõe de um conjunto de instrumentos disciplinadores, o caso concreto do Plano de Ordenamento Turístico da Região, Vasco Cordeiro referiu que interessa também "lançar o debate" sobre uma sustentabilidade do turismo em termos sociais e económicos.

"Se é certo que em termos ambientais podemos ver essa relação, é necessário uma concertação entre os vários agentes para que assumem a sustentabilidade do turismo não apenas do ponto de vista da natureza, mas também lançar o debate do ponto de vista social e económico", frisou Vasco Cordeiro.

Para o economista e professor universitário em Economia Regional e Geografia Económica, Peter Nijkamp existe uma crise de consumo e a ideia de praias e sol "não é suficiente" para construir um turismo sustentável, sugerindo uma combinação entre natureza, património e cultura.

"Um turista entra num avião e fica 15 dias num destino com praia, mas depois regressa e acaba por não saber em que praia esteve", contou Peter Nijkamp, durante o Workshop, alertando para a existência de uma "crise de consumo" que acabará por ser reflectir no sector turístico.
 
Entidades regionais criam associação
 
Por outro lado, as onze entidades regionais do turismo decidiram  ontem, em Ourém, criar uma associação nacional para ser um “interlocutor privilegiado” junto da Administração Central, disse à Agência Lusa o presidente do Turismo de Leiria/Fátima, David Catarino.

David Catarino justificou a importância da nova entidade com o facto de acreditar que “uma associação tem, naturalmente, mais força” na resolução de questões ligadas ao sector. “Até para a própria Administração Central tem vantagens", pois "não terá de analisar certas questões com todos os parceiros”, afirmou.

O responsável esclareceu que a prioridade da Associação Nacional das Entidades Regionais do Turismo (ANERT) “é procurar, com as entidades que vierem a integrar a associação e junto da Administração Central, a melhor forma de prosseguir os interesses turísticos do País e as questões que se colocam com o Turismo de Portugal”. David Catarino apontou ser imperioso existir “articulação” em matérias que respeitem às entidades regionais do turismo.

Por outro lado, referiu a necessidade de serem resolvidas questões relacionadas com o Decreto-Lei 67/2008, que estabelece o regime jurídico das áreas regionais de turismo de Portugal continental.

Existem “alguns constrangimentos”, declarou o presidente do Turismo de Leiria/Fátima, aludindo à autonomia administrativa e financeira das entidades em contraposição à necessidade de contratualizar toda a acção turística.

Na reunião, os representantes das onze entidades regionais do turismo aprovaram, com nove votos a favor e dois contra, o projecto de estatutos, que agora vai ser submetido a cada uma das instituições.

O presidente do Turismo de Leiria/Fátima adiantou que o documento admite a participação das direcções de turismo das regiões autónomas da Madeira e dos Açores na ANERT.

O dirigente esclareceu que no encontro foi também decidido pedir uma reunião ao secretário de Estado do Turismo para apresentar a associação.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Cinco mais Três? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos