Economia

Malparado atinge mais as empresas que os particulares

  • 25 de Abril de 2009
  • 222 Visualizações, Última Leitura a 17 Agosto 2017 às 11:43
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O Banco de Portugal divulgou ontem os números de Fevereiro e os indicadores relativos ao malparado no consumo, habitação e empresas agravaram-se.

De acordo com o Banco de Portugal, a dívida vencida das famílias no crédito ao consumo, com as contas de supermercado, compra de carros ou electrodomésticos, aumentou 36,6% em Fevereiro, enquanto o incumprimento no crédito à habitação aumentou 23,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Pior, o malparado das empresas que cresceu 56,8%, com os incumprimentos a aumentarem à média mensal de 110 milhões de euros.
Responsáveis do BANIF e do BCP Millenium nos Açores confirmam que começam a surgir sinais preocupantes junto das empresas, algo que ainda não se verificará no segmento dos particulares.

No caso das empresas, a par da retracção no consumo, concorre o facto de as linhas de apoio governamental só agora estarem a ser formalizadas, pelo que se verifica um incumprimento crescente junto da banca e também da segurança social.

Não obstante as dificuldades, Ricardo Ferreira (BANIF) e Carlos Decq Mota (BCP Millenium), advogam que o momento servirá também para separar o “trigo do joio”, dando oportunidade às empresas sólidas e até aos novos empresários, em particular, os que pretendem actuar na área do micro-crédito.

“Antes tínhamos em conta essencialmente os números relativos às empresas para a concessão de crédito, agora estamos a prestar maior atenção a outros indicadores, como, por exemplo, a própria relação familiar, uma vez que a quase totalidade das empresas açorianas é de origem familiar”.

Quanto ao crédito à habitação, pelo facto de muitos açorianos trabalharem na administração local e na administração pública , terem renegociado os sistemas de pagamento e ainda beneficiarem da redução das taxas de juro (Euribor), gozarão de uma almofada financeira que coloca o malparado dentro de limites aceitáveis.

“Não se nota ainda grande diferença”, refere Ricardo Ferreira, que salienta, contudo, que os bancos estão mais atentos às novas condições de mercado.

“A situação das pessoas, das empresas e do país mudou e com isto a banca também teve de alterar a sua postura no mercado”, observa.

Carlos Decq Mota acrescenta: “não vamos deixar de fazer negócio, agora os filtros de análise estão mais fechados”.

Mas, apesar da taxa de juro estar a baixar, ainda assim os novos empréstimos à habitação e ao consumo estão em queda.

Por exemplo, em Fevereiro, o Banco de Portugal avança que os portugueses contraíram 268 milhões de euros para gastar em consumo, menos 13,1% do que em igual mês de 2008.

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