Economia

"Espaço Açores" mostra o melhor da região

  • 9 de Abril de 2009
  • 235 Visualizações, Última Leitura a 25 Setembro 2017 às 04:13
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Dos lacticínios ao queijo, das carnes e enchidos ao artesanato, passando pelas compotas, chás, frutas e flores, muita é a variedade de produtos disponíveis na loja “Espaço Açores Tradição e Gourmet”, aberta ao público na  terça feira, em Lisboa.

Situada na Rua de S. Julião no coração da baixa pombalina a loja é propriedade das associações de desenvolvimento regional dos Açores, ARDE, GRATER, ASDEPR e ADELIAÇOR, estando a gestão do espaço a cargo da empresa micaelense Fábrica de Licores de Eduardo Ferreira e Filhos, seleccionada através de um concurso público. Neste espaço, com cerca de 100 m2, estão disponíveis uma série de produtos das nove ilhas açorianas, não apenas alimentares ou de artesanato, mas também a música e a literatura da região, a preços praticamente iguais aos praticados no Arquipélago, assegura Carolina Ferreira, gerente da loja, para quem este local será obrigatório para os açorianos radicados no Continente que assim “deixam de ter que trazer os seus produtos quando viajam para as suas ilhas”.

Mas, este espaço, apelidado pela responsável como “um mundo de descobrimento dos Açores” passa, em grande medida, por promover a produção da região no maior mercado nacional. Carolina Ferreira explica que para isso vão procurar dar a conhecer o “Espaço Açores” junto da comunicação social, através da distribuição de flyers promocionais e junto dos próprios produtores no arquipélago que irão funcionar como veículos promocionais de forma a dar a conhecer a loja. A promoção junto de agentes económicos ligados a restauração é outra das prioridades, assegura Carolina Ferreira.
 
Qualidade é imperativo
 
Apesar da grande quantidade de produtos já disponíveis, Carolina Ferreira afirma que a loja estará sempre a procura de conseguir juntar o maior número possível de produtores a este projecto, procurando que estes “estejam disponíveis para mostrar aquilo que é seu”.

Alguns dos produtos a venda na “Espaço Açores” estão apenas disponíveis em determinada época ou são produzidos em quantidades reduzidas, por empresas de características familiares. Essa condição especifica dos Açores faz com que a responsável da loja defina como meta “dar a conhecer, por exemplo, o queijo do Corvo, e fazer ver ao cliente o privilégio que é poder desfrutá-lo e levar essa pessoa a comprá-lo sabendo de antemão que não estará sempre disponível”.

Esta ideia é partilhada por Sofia Couto, presidente da GRATER, para quem os produtos do Arquipélago “tem qualidade para estar em qualquer mercado, mas temos que ter em conta as nossas limitações em termos de produção e transporte”.

A líder da GRATER define esta loja com “um ponto de abertura para os produtos açorianos e um local de encontro para os nossos estudantes e quem trabalha fora da Região””, funcionando com um estímulo “para quem na região trabalha e produz”, ideia partilhada por  António Almeida, presidente da ARDE, que no seu discurso na cerimónia de inauguração da loja classificou o projecto como “um investimento emblemático para os Açores” realçando que se soube ultrapassar “ a insularidade física e psicológica, criando oportunidades para as nossas pequenas empresas acederem ao maior mercado português”.

Durante a cerimónia, para além dos repetidos elogios a qualidade e utilidade deste novo espaço, Berta Cabral, presidente da Associação de Municípios dos Açores, deixou no ar a ideia de levar este conceito a outros locais onde existem açorianos como é o caso dos Estados Unidos da América ou Canadá.

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