Economia

Investimentos recentes vingam apesar das dificuldades

  • 7 de Abril de 2009
  • 239 Visualizações, Última Leitura a 25 Setembro 2017 às 06:03
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Investir em novos negócios, abrir estabelecimentos, arriscar remodelações, apostar em conceitos inovadores, são cada vez mais noções de risco quando se fala de crise.

Os exemplos raros de arrojo empresarial surgem quando a falta de confiança dos mercados é crescente e assustadora.

Existem, no entanto ainda bons exemplos de empresários que acreditam nos seus conceitos inovadores e vão remando contra as dificuldades, bem como pessoas sonhadoras que acreditam no seu empenho e arriscam investimentos novos, renovando a massa empresarial da ilha. Quem pensa que são “jogadas inconsequentes” ou investimentos fadados ao insucesso, desengane-se. Propomos uma pequena amostra de alguns casos que, cerca de uma no depois, subsistem de boa saúde.

Estabelecimentos recentes
 
Com pouco mais de um ano de funcionamento o “Megagénios”, um centro de motivação ao sucesso escolar, na Rua da Guarita, consolida os investimentos que efectuou e garante a continuidade quase certa da empresa.

José Eduardo Toste, um dos responsáveis, garante que “as expectativas continuam as mesmas e os objectivos foram alcançados”.

Apesar de algumas vertentes ainda não terem sido concretizadas, de forma geral o Megagénios está em pleno funcionamento e em crescimento. “Sinto que ao nível dos workshops ficamos um pouco aquém, mas de resto cumprimos todas as metas propostas e estamos muito satisfeitos” destaca o responsável que conclui: “hoje voltaríamos a investir, não estamos nada arrependidos”.

A pastelaria “Mimos”, na Praia da Vitória é outro excelente exemplo de arrojo empresarial. Ainda não fez dois anos de casa e tem muita da clientela estabelecida. Apesar das dificuldades João Rocha sublinha que é um investimento “viável” e que mantêm as “expectativas iguais desde a abertura”. Arrependimentos não existem na cabeça deste empresário que destaca apenas o facto do actual panorama exigir mais dedicação: “se calhar noutros tempos as coisas seriam mais fáceis, agora temos a consciência que é preciso muito trabalho e dedicação para se vingar no mercado e reaver os investimentos”. Mesmo assim é peremptório: “repensava algumas coisas, mas abrir o mimos foi um boa aposta e é um investimento de futuro”.

Investimentos
 
Uma das sensações do ano passado foi a abertura da Mango, na Rua Direita, em Angra do Heroísmo.

Um avultado investimento que trouxe à ilha uma das mais conceituadas e conhecidas marcas europeias.

Taheer Sayad, responsável da empresa que detém a representação para os Açores, está “satisfeito com os resultados alcançados”.

O conceito foi muito bem aceite na ilha e isso foi essencial para o sucesso da Mango. “É uma insígnia muito conhecida do grande público, que por si só é uma vantagem comercial, depois temos vasta experiencia no mercado insular e tínhamos expectativas realistas sobre o que esperar de uma ilha com pouco mais de 50 mil habitantes”, destaca.

Nicolas Barros também é dos empresários que podem ser um bom exemplo empresarial. Depois da primeira loja, arriscou uma nova que também fez uma não que está aberta. “Foi um passo arriscado, claro, mas era essencial para crescer”, realça. Arrependimentos não existem, até porque os resultados são positivos na nova loja e até prometem novidades: “foi uma boa aposta, cresci nos resultados, dinamizei as marcas que tinha, trouxe novas marcas e abre-me espaço para trazer mais novidades em termos de brands e colecções”.

Novos produtos

A Megaloja Borja Reis lançou também há um ano um produto inovador, o seu “Catálogo”. Este projecto estava voltado essencialmente para o cliente e “para a satisfação das suas necessidades”.

De acordo com Leonor Morais, gerente de loja, o Catálogo tem sido um “boa ferramenta de trabalho, que permite ajudar os clientes a encontrar as soluções que pretende”.

Apesar de não se comparar a uma das grandes superfícies do continente, este produto inovador da Megaloja possibilita trazer algumas das comodidades que os clientes encontram nessas superfícies, bem como expandir o leque de clientes a outras ilhas. “Temos recebido muitos pedidos no nosso site do catálogo, nomeadamente de pessoas de ilhas mais pequenas que não se podem deslocar à loja e desse modo podem aceder às nossas propostas. Por outro lado é um presente aos nossos clientes que com este produto têm algo semelhante aos catálogos das grandes marcas”, destaca a gerente.

Conceitos pioneiros

‘Decisões & Soluções’ chegou há Terceira há pouco menos de um ano e encontra no seu responsável, Arlindo Teles, um homem satisfeito com o projecto. “Era um conceito inovador na ilha e sempre acreditei que teria um mercado muito próprio para crescer se nós fossemos capazes de interpretar bem o conceito e transmitir melhor aos nossos clientes”, assinala. A prova do sucesso é que o corpo da empresa tinha quatro pessoas e agora conta com oito, ou seja o dobro.

“Em Fevereiro fomos a quarta filial do país a angariar mais clientes, isso mostra que temos trabalhado muito bem. A minha crença no conceito está cada vez mais consolidada. Por outro lado esta valência da Arlindo Teles Associados veio complementar em muito a empresa mãe”, frisa o responsável.

Arlindo arremata com uma das verdades mais comprovadas das crises: “por vezes os tempos de crise são também tempos de oportunidades, desde que haja engenho e empenho das pessoas”.

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