Economia

Presidente do BCE admite que taxa de juro pode voltar a baixar

  • 2 de Abril de 2009
  • 243 Visualizações, Última Leitura a 20 Agosto 2017 às 15:15
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) admitiu hoje que a instituição pode voltar a descer a taxa de juro de referência da Zona Euro, mas sinalizou que será improvável que se volte a mexer na taxa de depósitos.

"Não excluo que [a taxa de referência] possa descer mais", afirmou Jean-Claude Trichet, durante a conferência de imprensa após a reunião do conselho de governadores que decidiu descer em 0,25 pontos percentuais a principal taxa, para 1,25 por cento.

Esta descida ficou aquém do esperado pelos analistas, que tinham previsto um corte de 0,5 pontos percentuais.

Relativamente à taxa de depósito, "seria justo dizer que se encontra já a um nível extremamente baixo nos 0,25 por cento", acrescentou Trichet, dizendo que não espera que ela venha a descer mais.

A taxa de depósitos é a taxa que o BCE paga os bancos que depositam as suas poupanças junto da instituição.

Trichet referiu ainda que as pressões inflacionistas têm vindo a diminuir e que a taxa de inflação deverá permanecer "bem abaixo" da meta dos dois por cento em 2009 e 2010, pressionada pela descida dos preços das matérias-primas, dos preços nacionais e dos custos de produção.

Esta evolução dos preços sustentará o rendimento disponível, notou ainda o mesmo responsável.

O presidente do BCE garantiu que a decisão de hoje do conselho de governadores foi tomada "por consenso" e reiterou que a incerteza sobre o crescimento económico se mantém elevada.

Questionado sobre a possibilidade do BCE vir a adoptar medidas adicionais para estimular a economia, Trichet recordou que o banco já está a adoptar medidas extras, como sejam o tipo de colaterais que aceita nos empréstimos que faz aos bancos e a cedência ilimitada de liquidez.

Hoje, garantiu ainda que o BCE decidiu manter a cedência de liquidez por quanto tempo for preciso, o que pode significar mesmo depois de 2009.

"Além destas medidas, só digo que estamos a estudar outras medidas possíveis", acrescentou, escusando-se a referir quais.

"Não excluo nada", afirmou.

Em causa pode estar a compra de obrigações de dívida pública ou privada, como já estão a fazer o Banco de Inglaterra e a Reserva Federal norte-americana, ou a extensão do prazo das operações de financiamento - actualmente, os empréstimos do BCE são feitos no máximo até seis meses.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Oito mais Dois? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos