Economia

Lucros dos bancos cairam 16,5% em 2008, para dois mil milhões de euros

  • 25 de Março de 2009
  • 237 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 05:10
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O lucro registado pelos bancos com actividade em Portugal caiu 16,5 por cento em 2008, para 2,05 mil milhões de euros, face a igual período do ano anterior, anunciou hoje a Associação Portuguesa de Bancos (APB).

"Os resultados líquidos espelham os indicadores de rendibilidade, tendo sido fortemente penalizados pelo volume excepcional de dotações para provisões e pelo reconhecimento de imparidades (perdas potenciais) nas carteiras de títulos e do crédito", justifica a APB.

O rácio que mede a rentabilidade dos activos (ROA) situou-se em 0,51 por cento em 2008, enquanto o rácio que mede a rentabilidade dos capitais próprios se fixou em 10,63 por cento no ano passado, ao registarem uma queda de 17 pontos de base e de 362 pontos de base, respectivamente, face ao ano precedente.

A evolução dos recursos de clientes registou um crescimento de 11,3 por cento, para 173 mil milhões de euros, para o qual "terá contribuído uma maior procura dos aforradores por produtos tradicionais", salienta a Associação.

Os bancos tiveram um desempenho positivo, nomeadamente na captação de depósitos a prazo e de poupança, como consequência da crise dos mercados de capitais que afectaram o comportamento dos produtos de desintermediação, sobretudo dos fundos de investimento, acrescenta a APB.

O volume de crédito concedido elevou-se a 277 mil milhões de euros em 2008, correspondendo a mais 12,4 por cento comparativamente ao ano anterior.

Por sua vez, as responsabilidades representadas por títulos ascenderam a 64 mil milhões de euros, mais 16,3 por cento, reflectindo o recurso das instituições à emissão de dívida titulada, nomeadamente através de programas de papel comercial, de EMTN (Euro Medium Term Notes) e de obrigações hipotecárias.

O resultado financeiro, com uma variação positiva de 8,4 por cento, apresentou uma recuperação da taxa de crescimento face a períodos anteriores, reflectindo o efeito volume de actividade (os activos financeiros médios aumentaram 12,4 por cento) dado que a margem financeira sofreu uma diminuição de 6 pontos de base.

O indicador de relevância dos custos no produto bancário, ou "cost-to-income", demonstra uma melhoria dos níveis de eficiência ao ter ficado 3,9 pontos pontos percentuais abaixo do ano anterior, com um valor de 50,65 por cento.

O activo líquido, que se elevou a 431 mil milhões de euros, registou um crescimento de 12 por cento face a 2007.

Já a rede bancária manteve a tendência verificada desde 2007, tendo aumentado em 294 balcões.

O número de trabalhadores do sector cresceu também em 1.811, fixando-se em 54.189 empregados.

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