Economia

Diversificação e internacionalização caracterizam empresas portuguesas de Construcção

  • 24 de Março de 2009
  • 244 Visualizações, Última Leitura a 25 Setembro 2017 às 08:06
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O sector português da construção é caracterizado pela diversificação e internacionalização das empresas, sendo Angola o principal mercado externo, revelam as primeiras conclusões de um estudo elaborado pela ANEOP e pela consultora Deloitte a apresentar em Junho.

As primeiras conclusões do estudo "O Poder da Construção em Portugal - Impactos em 2009 e 2010", que reúne a perspectiva das 50 maiores empresas do sector, foram apresentadas hoje numa conferência de imprensa que juntou o presidente da Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP), Filipe Soares Franco, e dois sócios da Deloitte Miguel Eiras Antunes e Duarte Galhardas.

Miguel Eiras Antunes, responsável pela área da construção, afirmou que a informação recolhida até ao momento indica que a internacionalização é a maior aposta das empresas, sendo que "entre 2004 e 2007 a vertente internacional das empresas cresceu mais de 50 por cento e vale hoje mais de 30 por cento do volume de negócios".

No conjunto dos mercados em que estão presentes as empresas nacionais, Angola apresenta-se como "o principal, sendo considerado transversalmente como um mercado a manter", afirmou Miguel Eiras Antunes.

A percepção da necessidade de algum tipo de concentração no sector, a "dificuldade" em aceder ao crédito e a diversificação das áreas de actividade, como a aposta nos sectores da energia, do ambiente ou do turismo, são outras das conclusões preliminares do estudo.

O negócio das concessões tem "sido a grande aposta do sector, por ser um negócio de cash flows constantes", acrescentou o sócio da Deloitte.

Referindo-se ao processo de internacionalização das empresas portuguesas, o sócio da consultora responsável pela área da fiscalidade, Duarte Galhardas, afirmou "que o regime fiscal português é pouco competitivo".

Duarte Galhardas sublinhou a necessidade de o Governo adoptar normas que eliminem a dupla tributação das receitas geradas fora de Portugal.

"Independentemente de haver tributação no país onde são geradas as receitas, não devia haver tributação em Portugal", afirmou, considerando que "seria um incentivo para as empresas investirem noutros projectos".

O presidente da ANEOP, Filipe Soares Franco, afirmou que o 'cluster' (pólo produtivo especializado com vantagens competitivas) da construção representa "cerca de 29 por cento do Valor Acrescentado Bruto (VAB)" e que "absorve 60 por cento do crédito às empresas".

No final da conferência de imprensa, Filipe Soares Franco criticou a Lei do Arrendamento, afirmando que "é impossível fazer e promover reabilitação urbana com o enquadramento" legal.

"A rentabilidade dos projectos face à carga fiscal que lhes cai em cima é incomportável", considerou o presidente da Associação que reúne 36 empresas de construção.

Filipe Soares Franco disse ainda que em Portugal não existe um planeamento das infra-estruturas, afirmando que o lançamento de novos projectos tem funcionado "muito mais em função de ciclos eleitorais do que em função de um planeamento estruturado".

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