Economia

Depois do “boom” de Dezembro a queda prevista em Janeiro

  • 20 de Março de 2009
  • 275 Visualizações, Última Leitura a 23 Novembro 2017 às 23:55
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O mercado automóvel nos Açores teve melhor comportamento do que o seu congénere nacional em 2008, mas em Janeiro confirmaram-se dos dois lados do Atlântico as piores expectativas, com uma quebra nas vendas. Sector defende a implementação de medidas para dinamizar a procura.

A evolução recente do parque automóvel nos Açores e os resultados de 2008 , que acusam um aumento de 5,7% na venda de veículos, acabam por saber a pouco tendo em conta que os números relativos a Janeiro confirmam as piores expectativas.

No mês de Dezembro de 2008 o mercado de veículos ligeiros registou um forte crescimento em todo o País, impulsionado por uma subida acentuada nas vendas de automóveis ligeiros de passageiros.

Para este comportamento do mercado foi preponderante a antecipação dos consumidores ao agravamento da fiscalidade automóvel em 2009.

Contudo, cedo o sector alertou que este ano seria tempo de “vacas magras” o que , aliás, acabou por se verificar.

Nos Açores, as estatísticas oficiais referem uma quebra de 6% na venda de veículos (menos 169 unidades) em Janeiro. No continente a performance foi bem mais negativa: o mercado de ligeiros de passageiros, em Fevereiro, teve uma queda de 42,6% face ao mês homólogo de 2008, tendo sido vendidas menos 7300 viaturas.

A descida no mercado leva a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) a exigir do Governo a rápida implementação de medidas que levem à dinamização da procura, tal como consta do “Eixo IV do Plano de Apoio ao Sector Automóvel”.

Nesse sentido, os concessionários ouvidos pelo “Açoriano Oriental” partilham da visão da ACAP ao defenderem a possibilidade ser alargado o Programa de Incentivos ao Abate, assim como a suspensão temporária do Imposto Único Automóvel, a exemplo do que foi implementado na Alemanha e em França.

“Penso também que o próprio processo de candidatura ao abate poderia ser desburocratizado”, refere Duarte Silva, da Opel, segundo o qual “as vendas nos meses de Janeiro e Fevereiro costumam ser fracas, embora este ano tal facto seja mais notório”.

João Medeiros , da Peugeot, admite ter alguma dificuldade em perceber qual o motivo de o sector automóvel, “constituindo um dos grandes contribuintes para o Orçamento Geral do Estado ainda assim é castigado”.

Medeiros reclama também a “tão necessária revisão da fiscalidade automóvel para fazer aumentar o consumo, uma vez que o ramo representa, em Portugal, 33 mil empresas, 38 mil postos de trabalho directos, 4% do Produto Interno Bruto e 20% das receitas fiscais”.

Açores lideram “ranking” nacional

Os Açores apresentam uma média de 3,1 habitantes por automóvel, número que supera a média nacional, actualmente de 2,4 habitantes por automóvel.

Nos últimos anos os Açores têm assistido a um crescimento do número de veículos ligeiros que compõem o parque automóvel, apesar de possuir uma reduzida densidade de automóveis na Região.

Em termos de tecido comercial há um maior número de estabelecimentos de venda de automóveis constituídos por sociedades, o qual é superior ao número de estabelecimentos detidos por empresários em nome individual.

Em contrapartida, os estabelecimentos de reparação e manutenção automóvel são na sua maioria património de empresários em nome individual.

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