Economia

Certificação de cabeleireiros na região é obrigação legal

  • 27 de Fevereiro de 2009
  • 242 Visualizações, Última Leitura a 17 Agosto 2017 às 05:44
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Dignificar a profissão de cabeleireiro e garantir a segurança dos utentes é o principal objectivo do alerta lançado pela escola de formação profissional de cabeleireiros Forcabe para a existência da certificação e credenciação, exigidas por lei, junto de quem possui salões abertos.
 
É actualmente a única escola de formação de cabeleireiros com instalações abertas nos Açores. Inaugurada em Outubro do ano passado em Angra do Heroísmo, a filial da Forcabe, empresa privada de formação profissional de cabeleireiros, certificada e homologada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IFEP) e com sede no Entroncamento, alerta para a necessidade de formação e, sobretudo, de certificação e credenciação, exigida por lei, dos cabeleireiros a trabalhar no arquipélago.

“Actualmente, é necessário os cabeleireiros estarem devidamente credenciados com a carteira profissional de Praticante ou Oficial de Cabeleireiro para poderem ter uma porta aberta”, disse ao jornal “a União” a formadora e directora da Forcabe, Maria Oliveira.

A responsável afirma ter conhecimento da existência de muitos cabeleireiros na Região sem a devida certificação, logo, a desenvolver a sua actividade de modo ilegal.

“Dignificar a profissão” é o principal propósito da chamada de atenção da empresa, bem como a criação de condições de segurança para os utentes e para os profissionais do sector.

Maria Oliveira explica que, no continente, “as inspecções são muito regulares” e que tal facto deve constituir, por si, motivo para a credenciação dos profissionais e dos respectivos salões.
 
Quatro carteiras profissionais
 
Maria Oliveira explica que existem quatro tipos de carteiras profissionais que o IFEP credencia, respectivamente a carteira profissional de ajudante de cabeleireiro que carece de uma formação contínua de cerca de seis meses; a carteira profissional de praticante de cabeleireiro, obtida após quatro meses de formação, e que permite a abertura de um salão com uma cadeira de cabeleireiro, porém sem poder contratar empregados; e a carteira profissional de oficial de cabeleireiro, obtida após nove meses de formação, que permite, além da abertura de um estabelecimento, empregar outros recursos humanos.

Estes títulos, acrescenta a responsável, carecem ainda de reciclagens periódicas futuras. Estas são formações cujo custo global pode atingir os três mil euros.

A directora da Forcabe enfatiza a importância de formação dos profissionais do cabelo: “Além das técnicas de corte, é preciso saber a composição e a reacção dos produtos químicos no cabelo e na pele da cabeça, bem como as propriedades dos cabelos”, afirma.

Além da componente teórica, assente em conhecimentos sobre química, fisiologia, legislação laboral e segurança e higiene no trabalho, a vertente prática do curso ministrado pela Forcabe faz deslocar formadoras do continente em corte e em cor.
 
Escola com novas instalações
 
De momento a ministrar um curso de ajudante de cabeleireiro, a Forcabe prepara-se para lançar, na próxima segunda-feira, os exames de reciclagem para Oficial de Cabeleireira pela via da experiência profissional. Formação para a qual conta com dois formandos, um de Ponta Delgada e outro do continente. O facto de não surgirem outros candidatos da Terceira ou de outras ilhas levanta dúvidas: “será que nesta ilha não haverão cabeleireiros para certificar?”, pergunta a responsável pela escola de formação.

Criada em 1990, a Forcabe está actualmente instalada na Av. St.º António dos Capuchos, mas prevê a mudança para novas instalações na Avenida Infante Dom Henrique até final de Março.

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