Economia

Conferência transatlântica reúne decisores nos Açores

  • 24 de Fevereiro de 2009
  • 252 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 10:19
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Traçar as linhas mestras ou, pelo menos, reunir vontades internacionais para a criação de um carta transatlântica para a sustentabilidade, é um dos principais objectivos políticos da Conferência que em Abril vai ter lugar na ilha Terceira.

Trata-se da II Conferência Transatlântica organizada por iniciativa da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) em parceria com o MIT (Massachusetts Institute of Technology) Portugal, que conta com o apoio do Governo Regional dos Açores e câmaras locais.

Além das vertentes empresarial e científica das energias renováveis, este encontro, que aconteceu nos Açores pela primeira vez em 2006, tem na política a sua terceira componente, a qual está a ser preparada pelo eurodeputado Paulo Casaca.

“Reunir um painel de personalidades políticas que dêem o ‘arranque’ para uma carta transatlântica para a sustentabilidade, é o objectivo”, adianta o parlamentar açoriano eleito pelo Partido Socialista.

“Neste momento estamos a trabalhar com os mesmos parceiros (do primeiro encontro), mantendo-se a responsabilidade científica a cargo de Paulo Ferrão (MIT Portugal)”, diz.

Em jeito de antevisão, o eurodeputado adiantou ao Açoriano Oriental que a organização conta garantir da parte da Comissão Europeia a presença do principal responsável pela área da Ciência e Investigação, o comissário Janez Potocnik. Do lado norte-americano, pretende-se que venha a estar na Terceira a principal assessora do presidente Obama para o domínio das energias renováveis, Carol Browner.

“Do Canadá ainda não tenho nomes fixos mas estou apostado em conseguir uma representação que tenha um nível equivalente”, refere também o eurodeputado açoriano, que se encontra nesta semana de visita à Índia, país que pode igualmente vir a estar representado ao nível federal nesta conferência transatlântica. De resto, Paulo Casaca faz notar que não é possível, hoje, pensar seja em que área for com implicações globais sem considerar a Ásia.

Apesar dos obstáculos, o eurodeputado recorda que “há mais de dois anos foi um trabalho também árduo e conseguiu-se ter cerca de uma dezena de parlamentares europeus, três congressistas norte-americanos (que representam a emigração açoriana no congresso dos EUA) e o parlamentar canadiano Mário Silva (nascido em São Miguel)”.

Por outro lado, faz notar também que foi através de Paulo Ferrão e “desta conferência de 2006 que se chamou a atenção para importância de um dos principais projectos entre o MIT e Portugal: o projecto Green Islands, que está a desenvolver-se neste momento nos Açores”. Recorde-se que este projecto tem como objectivo conseguir energias renováveis mais desenvolvidas e uma maior capacidade de produção.

“Sei que (Paulo Ferrão) já tem muitos cientistas de várias partes do mundo, como da Islândia, dos Estados Unidos e muitos europeus, confirmados”.

Paulo Casaca, que é membro da Delegação do Parlamento Europeu para as Relações com a Índia e membro fundador do Fórum para a Paz da Ásia do Sul, vai até sexta-feira abordar com diferentes autoridades na Índia temas que marcam agenda da União Europeia, como as energias alternativas e o terrorismo.

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