Economia

Açorianos pediram 4,5 milhões à banca

  • 20 de Fevereiro de 2009
  • 215 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 07:04
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

As poupanças açorianas cresceram 12,6% em 2008, mas empresas e particulares continuam a endividar-se a um ritmo quase duas vezes superior ao que poupam.

De acordo com dados divulgado ontem pelo Banco de Portugal, no seu boletim de Fevereiro, os depósitos feitos no ano passado por particulares e empresas nos Açores cresceram 12,4%, duas décimas abaixo do crescimento médio nacional. Nominalmente, os açorianos depositaram 2,6 milhões de euros, cerca de 1% dos depósitos feitos em Portugal.

Em contrapartida, empresas e particulares, na região, pediram à banca 4,5 milhões de euros, mais meio milhão que no ano anterior. Os depósitos dos emigrantes açorianos nas instituições financeiras, instaladas na região, não ultrapassaram os 254 mil euros.

A tendência de subida dos depósitos vem-se verificando desde 2006, mas o ritmo de crescimento aumentou a partir de 2007, registando-se o valor mais elevado desde 1989. Globalmente, os portugueses, incluindo as Regiões Autónomas, em Dezembro do ano passado, depositaram nos bancos nacionais 115,1 mil milhões de euros.

A região de Lisboa é a que lidera o crescimento das poupanças com 20%. O valor dos depósitos na capital ascendeu a 83 mil milhões de euros, o que representa praticamente metade dos depósitos feitos em Portugal, crescendo mais sete pontos percentuais que no ano anterior.

Os empréstimos concedidos por bancos a particulares desaceleraram para 4,2% em 2008, face ao ano anterior e o crédito malparado agravou-se, representando agora 2,2% do dinheiro emprestado em todo o país.

O Boletim Estatístico de Fevereiro do Banco de Portugal mostra que o crédito a particulares aumentou para 132 milhões de euros, 4,2% acima dos montantes concedidos em 2007.

Esta variação representa um abrandamento do ritmo de concessão de crédito às famílias, já que no ano anterior tinha sido de 10,7 por cento. Além disso, este crescimento de 2008 é o mais baixo desde Junho de 2004.

A justificar este abrandamento estiveram tanto os empréstimos para a habitação, como para o consumo, com os primeiros a crescerem 3,9 por cento (contra 9,8 por cento no ano anterior) e os segundos a aumentarem 12,4 por cento (contra 21,2 por cento).

Os números do banco central reflectem ainda um aumento do malparado, em 32 por cento. No entanto, o malparado em relação ao total do crédito a particulares encontra-se nos 2,2 por cento, mais 0,5 pontos percentuais do que em 2007, espelhando apenas uma deterioração deste indicador iniciado já em 2007, quando começaram a surgir os primeiros alertas a indiciar a existência de uma crise financeira.

O crédito às empresas nacionais acelerou em Dezembro de 2008 interrompendo a tendência de abrandamento que se verificava desde Setembro, altura em que a Lehman Brothers ( EUA) faliu e a crise financeira se acentuou.

Os bancos emprestaram 115,8 mil milhões de euros às empresas, mais 14% do que em 2007. Os bancos receiam, cada vez mais, que estes empréstimos não venham a ser cumpridos, na medida em que há cada vez mais notícias de falências e uma desaceleração da actividade económica.

Bancos temem aumento de incumprimentos

Empréstimos feitos a empresas aumentaram entre Setembro e Dezembro de 2008, mas a banca teme que, face ao panorama de crise económica, os incumprimentos aumentem.

Desaceleração económica e financeira. Empresas reduzem actividade e ao mesmo tempo, os bancos apertam cerco ao cumprimento dos contratos. Conseguir dinheiro emprestado é mais difícil agora.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Seis mais Dois? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos