Economia

Linhas de crédito abertas na próxima semana

  • 5 de Fevereiro de 2009
  • 255 Visualizações, Última Leitura a 20 Setembro 2017 às 00:26
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Os bancos a funcionar nos Açores têm autorização para, a partir da próxima semana, aceitarem candidaturas de empresários açorianos às duas linhas de crédito patrocinadas pelo Governo Regional para o reforço do fundo de maneio ou dos capitais permanentes das empresas e para apoio à reestruturação da suas dívidas junto da Banca.

A confirmação foi dada, ontem de manhã, pelo vice-presidente do Governo Regional, no âmbito da assinatura dos protocolos entre o executivo e 12 instituições financeiras a operar no arquipélago com vista à concretização das duas linhas de crédito.

Segundo Sérgio Ávila, o processo das candidaturas será simples e rápido, devendo ser tratado directamente com os bancos. “Os empresários devem dirigir-se à instituição bancária que escolherem, onde a candidatura será analisada em curto espaço de tempo. A candidatura, se estiver conforme os regulamentos e ‘plafonds’ estipulados, será depois enviada para a Sociedade de Garantia Mútua [SGM], e esta, depois, enviará essa documentação para o Governo. O executivo não terá qualquer influência no processo de aprovação”, adiantou o vice-presidente do executivo insular.

Segundo a regulamentação já aprovada (disponível nas instituições bancárias e no sitio do Governo Regional da Internet), a linha de crédito para o reforço do fundo de maneio ou dos capitais permanentes garante às empresas um financiamento avalizado pelo executivo, com parte dos juros paga pela Região.

Nesta medida, o limite de crédito será de 25 mil euros para as microempresas (menos de dez trabalhadores), 50 mil euros para as pequenas empresas (entre dez e 49 trabalhadores) e 150 mil euros para as restantes (de 50 a 249 trabalhadores).

Neste caso, o executivo, nos empréstimos às micro e pequenas empresas, avaliza o empréstimo e paga o total do spread (o ganho do banco no empréstimo) e 0,25 por cento da Euribor (taxa média que os bancos cobram entre si no empréstimo do dinheiro). No caso dos empréstimos das médias empresas no sector do turismo e da exportação, o executivo paga 70 por cento do spread; e pagará 50 por cento nos empréstimos das restantes médias empresas.

Além disso, nos protocolos firmados ontem de manhã, os bancos a funcionar nas ilhas comprometeram-se a aplicar spreads de 2,188 por cento nos empréstimos das micro e pequenas empresas, ou entre 2,125 por cento e 2,625 por cento no caso das médias empresas (o valor do spread, neste caso, dependerá do nível de autonomia financeira da empresa).

Neste caso, segundo DI apurou, os empréstimos serão pagos em três anos para as micro e pequenas empresas e entre cinco e sete anos para as restantes, começando, em ambos os casos, a ser cobrados ao fim de um ano.

No caso da linha de apoio à reestruturação das dívidas das empresas, o executivo e os bancos contratualizaram que os prazos podem ser alargados para dez anos, pagando o executivo os juros e os bancos usando como spread o valor igual ou inferior ao verificado a 31 de Outubro de 2008. Neste caso, o Governo Regional suporta ainda dois por cento da comissão da garantia mútua exigida às micro e pequenas empresas.

No caso das médias, o executivo assegurará entre 0,75 e 1,75 por cento dessa garantia. “O empréstimo é aprovado pela instituição bancária e validade pela SGM. Se estas duas entidades deram o seu sim, o Governo aceita”, explica o vice-presidente do executivo.

A SGM tem sete diz para avaliar o empréstimo e o Governo dez dias para confirmá-lo. “Ou seja, depois da aprovação do banco, a concessão demorará 17 dias no máximo”, sublinha Sérgio Ávila.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Um mais Cinco? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos