Economia

Empresas de Turismo reduzem custos dos eventos

  • 29 de Janeiro de 2009
  • 244 Visualizações, Última Leitura a 21 Agosto 2017 às 00:51
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As empresas estão preocupadas com a crise, mas não querem prescindir de apresentar eventos e, numa atitude cautelosa, reduzem os orçamentos e pedem menos serviços ou pessoas aos especialistas na organização deste tipo de actividades.

Esta é a opinião de alguns dos 70 expositores e de visitantes da ExpoEventos, a Feira dos Eventos e do Turismo de Negócios, que se iniciou ontem em Lisboa e decorre até sábado, integrando, além da mostra de algumas empresas, através da presença em stands, dois congressos sobre este segmento do sector turístico.

“Incerteza” é a palavra mais ouvida quando a questão é qual a perspectiva para a actividade de cada empresa para 2009 pois “fala-se muito de crise e isso assusta os empresários e os gestores”.

A redução de verba para realizar eventos leva as empresas a pedirem aos organizadores cortes nos serviços habituais e mesmo diminuição no número de pessoas a colaborarem na acção.

A organização de eventos envolve diversas áreas, do catering (fornecimento de refeições), ao aluguer de espaços, ou o apoio de hospedeiras e a animação.  “Sentimos, principalmente desde Novembro, que as empresas querem fazer eventos, mas com menos elementos pois sofreram cortes de verbas”, disse à agência Lusa Sara Correia, proprietária da SpringsEventos, que visitava a feira.

Para Sara Correia, que trabalha essencialmente com hospedeiras, em regime temporário, consoante os contratos obtidos, “há empresas com muito dinheiro e multinacionais que continuam a adjudicar a organização de eventos, mas cortam [verba] em pequenas coisas que talvez não sejam as mais indicadas pois podem afectar a sua imagem”. A empresária realça a importância “dos pequenos detalhes”, uma postura que reflecte na sua empresa, por isso se mostra desiludida com a feira, dizendo não encontrar novidades.

Da área da produção de espectáculos, principalmente de dança, a Ritmos Urbanos define projectos “à medida do objectivo do cliente”, pautando-se pela diferença face ao mercado e pela versatilidade, como explicou à Lusa o seu director criativo, Paulo Lopes.

Também este bailarino e coreógrafo aponta os efeitos da crise, não só na redução das verbas disponíveis quando são pedidos orçamentos, mas também na diminuição do número de espectáculos, embora reconheça que Dezembro e Janeiro foram “bons meses”.

A directora-geral da Pé de Ideias, Fernanda Machado, de visita à ExpoEventos, partilha a posição da maioria das empresas contactadas pela Lusa, ao referir que “se continuam a fazer eventos, mas com orçamentos mais reduzidos”, apontando também uma diminuição nos clientes da área de Marketing.

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