Economia

Turistas de inverno ficam satisfeitos

  • 30 de Janeiro de 2009
  • 274 Visualizações, Última Leitura a 20 Setembro 2017 às 00:22
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Inquérito à satisfação do turista nos Açores para o Inverno 2007/2008 revela que dos 916 inquiridos 59,2% ficaram globalmente “muito satisfeitos”.
 
O inquérito mais conclui que 67,2% dos turistas “recomendariam muito” os Açores a familiares e colegas e que 74,3% “farão muitos comentários” positivos às ilhas, no entanto, apenas 20,5% garantiram com total certeza que regressariam nos próximos dois anos.

À pergunta ”O que o levaria a visitar os Açores fora do período do Verão?”, 18,7% apontam “férias/lazer”, 16,5% “natureza/paisagem” , 13,4% “motivos profissionais” e 12,9% “visitar familiares /amigos”. Apenas 0,23% apontam a “cultura”, 0,70% os “percursos pedestres” e a “gastronomia” e 1,17% o “golfe”.

Quem nos visita traz o cônjuge/companheiro (46,3%), enquanto outros viajam sozinhos (28,8%) e com a família (11,3%).
A maioria prefere os voos regulares (81,1%) entrando pelo Aeroporto de Ponta Delgada(73%) . Aliás, 75,7% visitam apenas uma ilha (São Miguel). Nesta ilha cerca de metade dos turistas passam quatro a sete dias.

No inquérito o mercado emissor nacional lidera destacado com 60,4% dos turistas enquanto os nórdicos (Dinamarca, Suécia, Finlândia e Noruega) representam 25%. No último Inverno Boston e Toronto não foram além de 9,5%.
Os valores apurados para os itens “sexo” e “idade” não permitem diferenciações de relevo, mas no que concerne à escolaridade é possível dizer que 41,6% possuíam ensino superior e 38,5% o secundário/profissional, sendo que 71% estavam empregados e 17% reformados.

Entre os turistas que exerciam actividade profissional contabilizam-se essencialmente pessoas com profissões intelectuais e científicas (27,1%) e profissões técnicas intermédias (53,8%).

Em termos económicos, para 18,2% dos visitantes o rendimento mensal líquido do agregado era igual ou superior a 5 mil euros, enquanto 26,8 % registavam um valor inferior a 1999 euros.

Dos turistas inquiridos somente um terço alugava carro sendo que 42% o fazia por dois a três dias. Para seis a sete dias somente 11,9% dos inquiridos.

A maioria, 71,2%, preferiu alojamento e pequeno almoço. Os regimes “só alojamento”, “meia pensão” e pensão completa” representavam 13,9%, 9,4% e 5,3%, respectivamente.

A maioria escolheu um hotel de quatro estrelas (60,2%) enquanto as pensões representavam apenas 9,5% e o turismo rural 0,5%.

O inquérito foi elaborado pela Norma Açores para o Observatório do Turismo referente ao Inverno 2007/2008. O universo do estudo corresponde aos passageiros que viajaram nos três principais aeroportos do arquipélago dos Açores - Ponta Delgada (São Miguel, Lajes (Terceira) e Horta (Faial) - durante os meses de Inverno. Foram inquiridos pela equipa da Norma Açores 916 passageiros.

Turismo deve apostar na animação

Humberto Pavão, delegado nos Açores da Associação de Hotelaria de Portugal, defende que a vertente “animação” é prioritária para se consolidar o destino Açores.

Salientando que diversos estudos feitos nos Açores atestam a solidez dos parâmetros natureza, segurança, pessoas, entre outros considerados clássicos, Humberto Pavão entende, no entanto, que a nível da animação “há trabalho a fazer”.

Nesse particular, observa que o trabalho de casa deve ser processado de forma planeada e com informação prestada aos diversos agentes.

“Primeiro, temos que resolver que tipo de animação estamos a falar em função do turista que nos visita, depois há que manter os agentes e os turistas informados sobre o que está em marcha, ou seja, temos (agentes, associações, câmaras e governo) que nos organizar melhor para passar a informação”.

A esse propósito, deixa um “simples exemplo” do que não poderá continuar a acontecer:”para além de delegado nos Açores da Associação de Hotelaria de Portugal sou também hoteleiro e no ano passado os meus clientes saíam do hotel em direcção ao centro da cidade onde actuavam grupos de folclore. Eu nunca era informado. Ora, se não sabia o que se passava na minha própria cidade , como podia falar aos turistas sobre animação?”.

Humberto Pavão reitera por isso a necessidade de maior cooperação entre os vários agentes privados e públicos num ano que preconiza difícil devido à crise.

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