Economia

Especialista defende que Portugal deve pedir revisão do acordo das Lajes

  • 20 de Janeiro de 2009
  • 254 Visualizações, Última Leitura a 20 Agosto 2017 às 15:30
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O especialista em Teoria do Estado Carlos Amaral defendeu hoje que Portugal deve pedir a revisão do acordo de cooperação com os Estados Unidos por ser um mau negócio para o país e para os Açores.

«O actual acordo é um mau negócio que nos impõe elevadas obrigações e baixos benefícios» que não servem os interesses nacionais e particularmente os açorianos, disse à Agência Lusa Carlos Amaral, a propósito da posse do novo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

«Portugal é um país pobre que não precisa de apoios mas de contrapartidas que podem resultar de múltiplas formas, sendo a mais simples a financeira para que do negócio resultem vantagens para ambas as partes», acrescentou.

Para este professor de Teoria do Estado na Universidade dos Açores «nenhum patrão apoia o seu empregado, nem nenhum rendeiro apoia quem lhe arrenda algo, antes pagam pelos serviços que lhes são prestados».

«Do actual acordo deveríamos tirar proveitos paralelos que espelhem os proveiros que eles (norte-americanos) tiram», sublinhou.

Adiantou que “o actual acordo impõe obrigações muito superiores aos benefícios que a cooperação, por exemplo, em matéria científica não justifica, por si só, que não existam outras, particularmente para benefício dos Açores”.

Por outro lado, Carlos Amaral defendeu “um papel mais activo do representante da região através de participação nas negociações com condições idênticas às dos representantes dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa”.

Acrescentou que, por força da Constituição, os Açores têm direito a participar nas negociações, pelo que “as condições devem ser criadas para ser possível ao representante defender as perspectivas açorianas”.

Carlos Amaral sublinhou, porém, que “não ter ilusões quanto a alterações da política externa norte-americana cujas linhas gerais se deverão manter o que dificulta um processo de revisão”.

“Deve ser Portugal a tomar a iniciativa de pedir a revisão do acordo de cooperação e defesa (assinado em 1995) por ser, insisto, mau e ter deixado de servir as partes, em particular na perspectiva açoriana”, disse.

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