Economia

Medidas de combate à crise bem recebidas

  • 20 de Janeiro de 2009
  • 264 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 21:57
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Os agentes económicos da Região aplaudem o conjunto de medidas que visam minimizar o impacto na Região das dificuldades geradas com a crise financeira e económica internacional aprovadas em Conselho de Governo na passada sexta-feira.

Encarando a decisão como de grande relevância no sentido de ser atenuado o impacto da crise económica sobre a economia regional, representantes de dois dos mais importantes sectores de actividade não deixam, no entanto, de manter fundadas preocupações quanto ao futuro dado a imprevisibilidade da dimensão da recessão que se adivinha. Isto mesmo ressalva Paulo Simões, da Associação Agrícola da Ilha Terceira, que salienta que “não sabemos se a crise manter-se-á como está ou se vai agudizar-se num futuro próximo. Relativamente às medidas tomadas pelo executivo regional relativamente ao sector agrícola, não duvida que “são medidas importantes, na medida em que se está a iniciar um quarto quadro comunitário de apoio, onde as pessoas vão fazer alguns investimentos na melhoria da organização das suas explorações. Assim, as facilidades criadas resultarão numa boa ajuda a todos aqueles que quiserem investir ou reinvestir no sector agrícola. Qualquer medida que venha no sentido de ajudar os agricultores no investimento são sempre benéficas”, salientou em declarações ao AO online.

Recorde-se que entre as medidas aprovadas pelo Governo está a criação do Sistema de Apoio Financeiro à Agricultura dos Açores, que consiste numa linha de compensação financeira dos encargos com empréstimos relativos a investimentos realizados nas explorações agrícolas da Região. Foi igualmente criado o Programa Complementar de Apoio aos Projectos de Investimento promovidos pelos agricultores do arquipélago, no âmbito do PRORURAL, visando assegurar a atempada disponibilização das verbas provenientes dos fundos comunitários de apoio ao investimento dos agricultores. Duas medidas que nas palavras de Paulo Simões poderão contrariar o cenário por si traçado há poucos dias, quando anteu a falência de muitas explorações agrícolas. De acordo com o dirigente associativo, “esse cenário poderá estar atenuado num futuro não muito longínquo mas se os mercados do leite continuarem pela negativa e se esses reflexos chegarem cá, as dificuldades vão aumentar. O futuro na agricultura é sempre muito curto, muito incerto.”.

Quem também encara as medidas governamentais para combate à crise como “boas notícias”, é o sector da construção civil, um dos mais expostos à actual crise.

Para este sector fora importam sobretudo as medidas que visa promover a disponibilização de recursos financeiros adicionais às empresas, facilitando o seu acesso ao financiamento bancário e reduzindo os encargos dessa disponibilização.

Sobre tal, Albano Furtado, da AICOPA salienta a sua pertinência, tendo em conta a actual situação, mas salienta a necessidade de se saber com rigor a situação das empresas e da definição de um bom plano de obras públicas que permita ao sector encara o futuro com melhor segurança. “O que também aguardamos do Governo é um bom orçamento, como já foi anunciado que seria, com um crescimento de pelo menos 10 por cento relativamente ao ano anterior”, acrescentou o representante do sector da construção civil.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Seis mais Cinco? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos