Economia

"Operação Natal" com saldo positivo na cidade de Angra

  • 9 de Janeiro de 2009
  • 345 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 12:33
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Começa o ano e começam os balanços para todos os comerciantes. Apesar dos vários cenários de crise, o comércio tradicional não se saldou de negro a época natalícia. De forma geral as expectativas começaram baixas, mas, no final das contas, a grande maioria não se queixa dos resultados. No entanto quando se comparam a outros natais longínquos as quebras são notórias, mas os tempos são outros, de crise ou talvez não.

Apesar da muito bandeirada crise económica, o Natal para o comércio tradicional não foi negro, pese embora as quebras de vendas, nomeadamente em alguns ramos específicos. O nosso jornal foi à rua conversar com alguns dos comerciantes para perceber como correram as vendas durante o mês de Dezembro e as expectativas que traçam para os saldos que recentemente abriram.

De forma muito geral quase todos foram peremptórios em afirmar que o Natal foi muito semelhante ao do ano passado em termos de vendas, mas que se sentiram ritmos diferentes. As pessoas guardaram mais para o fim do mês as suas compras e isso assustou um pouco.

Sem ser opinião unânime muitos dos comerciantes, principalmente os mais recentes na cidade, sentiram grande movimento na cidade e viram os seus objectivos alcançados, e alguns viram as suas vendas aumentar de forma significativa face ao ano anterior. As justificações podem ser variadas, uns sublinham o facto de terem já projectado os stocks pensando num mau ano, que veio a não se traduzir tão intensamente, outros apontam a crise visível que a cidade da Praia da Vitoria no comercio tradicional como uma alavanca de vendas em Angra.

Sectores em crise

A opinião geral não se estende a todos e muitos comerciantes sentiram na pele a racionalização de gastos por parte das pessoas. Os comerciantes mais antigos não podem sequer comparar com os anos dourados do comércio tradicional, porque “a situação é muito diferente, não só na capacidade de compra, mas nas formas como as pessoas pensam na suas compras”. O Natal deixou de ser um período onde todos faziam um bom caixa, e passou a ser uma época muito específica para o comércio, já que “as pessoas só compram o indispensável para oferecer aos outros”.

Nesta nova realidade, os espaços que se dedicam aos produtos mais direccionados para as utilidades têm sentido as quebras de forma mais intensa, chegando alguns a afirmar “ser dos piores anos de sempre”. Neste campo a concorrência das grandes superfícies é mais feroz e faz estragos.

Câmara do Comércio

Foi do conhecimento geral que a Câmara do Comércio direccionou esforços para incentivar as pessoas a consumir no comércio tradicional. Os comerciantes viram com bons olhos estas iniciativas, mas no final sentiram que houve pouca divulgação das campanhas, uma vez que a maioria das pessoas não tinha conhecimento do que estava a ser desenvolvido e partiu dos comerciantes alertar os clientes. “É necessário fomentar estas iniciativas e aprender com elas, no final tudo é bom para ajudar”, disse um dos comerciantes que acrescentou, “agora é preciso ser mais ousado nas promoções, sei que não vêm mais clientes à minha loja por isso, mas podem sair mais satisfeitos no final porque sentiram valorizada a sua visita”.

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