Economia

Custo do trabalho com aumento superior à média

  • 5 de Janeiro de 2009
  • 260 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 01:11
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A variação do custo médio horário excedeu a evolução do Índice do Custo do Trabalho total (+5,4%) na região de Lisboa (+9,7%), nos Açores (+6,1%) e no Algarve (+5,7%).

As regiões Norte (+3,8%), Centro (+3,1%), Alentejo (+2,8) e a Madeira (+1,3%) apresentaram evoluções homólogas inferiores ao Índice de Custo do Trabalho total.

No terceiro trimestre de 2008, o Índice de Custo do Trabalho (ICT), excluindo a Administração Pública e corrigido dos dias úteis, aumentou 5,4% face ao mesmo período do ano anterior (mais 1,8 pontos percentuais do que a variação homóloga registada no terceiro trimestre de 2007), segundo revela o último Boletim do Instituto Nacional de Estatística, agora divulgado.

Assim, de acordo com a mesma fonte, no terceiro trimestre de 2008, verificou-se um acréscimo do custo médio horário na maioria das actividades económicas, tendo sido mais acentuado nas seguintes: “Actividades financeiras” (+16,3%), “Transportes, armazenagem e comunicação” (+9,3%), “Outras actividades de serviços colectivos, sociais e pessoais” (+8,4%), “Comércio por grosso e a retalho” (+7,7%) e “Electricidade, gás e água” (+7,6%).

Estas evoluções superaram a evolução homóloga do ICT total (+5,4%).

O “Alojamento e restauração” (+4,5%), as “Indústrias transformadoras” (+3,5%), a “Construção” (+2,4%), as “Indústrias extractivas” (+2,1%), a “Saúde “ (2,0%) e a “Educação” (+0,6%) registaram variações homólogas dos custos médios horários inferiores aos do ICT (+5,4%).

As “Actividades imobiliárias” (-0,7%) apresentaram um decréscimo do custo médio horário face ao período homólogo.

A nível regional, indicam ainda os dados em apreço, a variação do custo médio horário excedeu a evolução do ICT Total (+5,4%) na região de Lisboa (+9,7%), nos Açores (+6,1%) e na região do Algarve (+5,7%).

As regiões Norte (+3,8%), Centro (+3,1%), Alentejo (+2,8) e a Madeira (+1,3%) apresentaram evoluções homólogas inferiores ao ICT total.

Entretanto, nos grupos profissionais em que se verificou um crescimento homólogo do ICT, destacam-se as evoluções superiores nos grupos “Pessoal dos serviços e vendedores” (+8,9%), “Técnicos e profissionais de nível intermédio” (+8,2%), “Especialistas das profissões intelectuais e científicas” (+6,2%), “Dirigentes e quadros superiores de empresa” (+5,8%), “Operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem” (+5,7%) e “Trabalhadores não qualificados” (+5,5%).

Acréscimos homólogos do custo médio horário, inferiores aos do ICT total (+5,4%), foram registados para os grupos “Pessoal administrativo e similares” (+5,2%), “Operários, artífices e trabalhadores similares” (+2,0%).

Os “Agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura e pescas” (-5,8%) apresentaram um decréscimo homólogo do custo médio horário.

O INE adianta que, em termos de comparações internacionais, o Eurostat divulgou sob a designação de “LCI – Labour Cost Index”, a 15 de Setembro de 2008, as variações homólogas do custo médio horário da mão-de-obra, referentes ao último trimestre disponível (2º Trimestre de 2008(a)) para o conjunto de actividades (C a K).

A variação homóloga do ICT divulgada pelo Eurostat, para a UE27, foi de 3,4%.

A evolução homóloga em Portugal foi de 3,1 % Letónia (+24,8%), Roménia (+23,0%), Bulgária (+21,9%), Lituânia (+18,2%) e Estónia (+16,9%) apresentaram taxas de variação homóloga do custo médio horário de mão-de-obra que excederam largamente a evolução homóloga registada para a UE27 (+3,4%).

Relativamente aos acréscimos homólogos inferiores aos da UE27, destacam-se os registados para a França (+2,4%), Suécia (+2,2%), Malta (+1,8%) e Alemanha (+0,7%).

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