Economia

EM QUEDA Férias de Natal não fazem parte da lista de presentes

  • 23 de Dezembro de 2008
  • 304 Visualizações, Última Leitura a 23 Novembro 2017 às 18:33
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As mini-férias pelo Natal ou passagem de ano sempre foram épocas de muito trabalho para agencias de viagem. Os portugueses aproveitavam para fazer uma escapadela, que no entanto são cada vez menos frequentes, talvez fruto da crise, talvez fruto das mudanças das prioridades das famílias. Nos Açores essa realidade também se sente e a cada ano os fluxos de saída da região vão diminuindo.

Fernando Pereira - fernandopereira@auniao.com

Nas brochuras turísticas das muitas agências de viagens o Natal e Reveillon ainda são épocas altas, pelos menos nas tabelas de preços. Contudo as dificuldades em vender esses destinos são cada vez maiores, na Ilha Terceira as agências de viagem sublinharam isso mesmo, destacando que por cá as dificuldades são redobradas, fruto da insularidade.

Este ano a procura de pacotes de ferias tem sido inferior a outros anos, chegando mesmo a ser catalogado por alguns como o pior de sempre. Ainda assim algumas vendas têm sido feitas, principalmente para destinos perto da região. A Madeira tem estado, como em outros anos, na liderança das escolhas dos terceirenses, acompanhado por outras destinos em Portugal Continental, como Algarve, Serra da Estrela ou Cruzeiros no Douro.

Fora do território nacional o lema é “quanto mais perto e mais barato melhor”. Por isso é sem surpresa que Canárias e Cabo Verde marcam pontos nas escolhas.

Sempre em alta

Estados Unidos e Canadá estão sempre esgotados. Pelo menos é o que dizem os agentes de viagens, que sentem cada vez mais a importância no fim de ano deste destino da saudade. As limitações da venda são muitas, uma vez que se limitam às passagens, já que a grande maioria das pessoas vai visitar familiares e por isso mesmo não tem necessidade de alojamentos. No entanto é um bom incentivo às facturações decrescentes dos outros destinos.

Sem prognósticos

Consultados pelo nosso jornal, os empresários do ramo das viagens ficaram um pouco sem saber como perspectivar o ano de 2009. Prevê-se que as quebras se mantenham, mas existe a esperança de que novos factores apareçam para ajudar. O destino Açores começa a ser mais procurado e o turismo parece querer crescer, no entanto o cenário de crise, real ou não, parece assustar os consumidores, sem ser possível prever de que forma isso afectará a compra dos pacotes de ferias no verão.

Outra realidade tem a haver com a política de transportes aéreos locais. As recentes descidas de algumas tarifas podem ser uma mais valia para as agências de viagens.

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