Economia

Região será das mais vulneráveis da UE à globalização em 2020

  • 13 de Dezembro de 2008
  • 322 Visualizações, Última Leitura a 23 Novembro 2017 às 23:56
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A Região autónoma dos Açores e o Norte constituem as regiões da UE que estarão em 2020 mais vulneráveis aos efeitos da globalização.

A conclusão é retirada do relatório sobre os índices de vulnerabilidade das regiões da UE em 2020, elaborado pela Direcção-Geral da Política Regional da Comissão Europeia, denominado “Regiões 2020”.
Numa escala de zero a 100, adoptada pelo estudo, os Açores surgem com 93 pontos contra os 99 do Norte.

As conclusões globais do relatório revelam que “as regiões com economias competitivas e inovadoras beneficiarão da globalização”. No contexto oposto, o documento aponta que as “regiões sem capacidade para desenvolver economias baseadas no conhecimento estarão, talvez, mais expostas”. As projecções sugerem que muitas regiões no Sul e no Leste da UE, desde a Letónia ao Sul de Portugal, se encontrarão na “situação mais desfavorável”.

Para além da globalização, o relatório contempla outros indicadores como as tendências demográficas, as alterações climáticas, energia ( na perspectiva da utilização e abastecimento) e riscos múltiplos.

No capítulo da vulnerabilidade às tendências demográficas, Madeira e Açores constituem as regiões que apresentam melhor comportamento (14 pontos) contra a performance, por exemplo, do Alentejo (44 pontos) - a pior do país.

No que concerne às alterações climáticas, a vulnerabilidade dos Açores é baixa (47 pontos) em termos comparativos com o Algarve, por exemplo (100 por cento).

No capítulo da vulnerabilidade energética, a Região é das menos afectadas, tal como a Madeira (ambas surgem com 38 pontos).

Em termos de riscos múltiplos, Açores (53 pontos) e Madeira ( 43 pontos) estão na cauda pela positiva, ocupando o Algarve a última posição (83 pontos).

O relatório da Comissão conclui que o enquadramento político europeu “deve ser adaptado para ajudar as regiões a responder aos desafios de 2020”. Mas ressalva que “todas as regiões terão de encontrar as suas soluções locais para responder aos desafios que se colocam”.

A comissária europeia Danuta Hübner considera que “num contexto económico turbulento, é mais do que nunca evidente que a UE precisa de políticas flexíveis e viradas para o futuro que lhe permitam adaptar-se às mudanças e às novas pressões”. A responsável pela pasta da política regional na Comissão Barroso refere que “os grandes desafios que estamos a enfrentar afectarão as regiões da Europa de maneira diferente e com intensidade variável”. Este relatório constitui um contributo para a política de coesão da UE.

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