Economia

Mais empresas e funcionários

  • 2 de Dezembro de 2008
  • 300 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 16:21
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Entre 2006 e 2007 há assinalar um ligeiro crescimento no número de empresas (1%) e de pessoas ao serviço (2,7%) na Região Autónoma dos Açores.

Segundo o Observatório do Emprego e Formação Profissional dos Açores, à ilha de São Miguel correspondem valores superiores a metade dos obtidos para a totalidade do arquipélago, em coerência, aliás, com a distribuição da população.

Todavia, o peso relativo desta ilha diminuiu ligeiramente relativamente ao número de empresas (de 52,2% para 51,5%).

Já em relação ao número de pessoas ao serviço, as percentagens correspondentes a São Miguel são bastante superiores ao seu peso na distribuição da população - representam 63,7%.

Quanto às restantes ilhas, e em relação ao número de empresas, quase todas sobem em termos percentuais, com excepção de Santa Maria e do Faial, cujo peso relativo diminui 0,1 pontos passando para 2,3% e 7,6%, respectivamente, em 2007.

No que concerne às pessoas ao serviço das empresas, verifica-se um crescimento relativo de 2006 para 2007 nas ilhas Terceira, Graciosa, Pico e Flores enquanto que, nas restantes, esse peso mantém-se.

Se analisarmos os diversos concelhos no conjunto da Região Autónoma, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo representam 46,5% do total das empresas subindo esta percentagem para 71,7% e 71,2% se acrescentarmos àqueles dois concelhos, dados referentes às restantes três cidades (Horta, Ribeira Grande e Praia da Vitória).

No que concerne às pessoas ao serviço em 2007, os valores são ainda mais significativos, possuindo Ponta Delgada 41,3 % do total das empresas da Região, percentagem que se eleva para 54,9 % se acrescentarmos Angra do Heroísmo, e para 80,1%, se àqueles dois concelhos acrescentarmos os restantes três anteriormente referidos.

Empresas de pequena dimensão

A ilha de São Miguel, aliás como se passa em todas as ilhas, possui uma estrutura assente em empresas de pequena dimensão (2485 das 3102 empresas da ilha têm menos de 10 pessoas ao serviço), havendo no entanto 110 empresas que têm 50 ou mais pessoas ao serviço, entre as quais se encontram 6 que têm 500 ou mais pessoas ao serviço.

Assumindo um intervalo de análise entre 1998 e 2007, observa-se um aumento de 37,6% no número de empresas sedeadas na região (que era de 4382 em 1998) acompanhado por um acréscimo de 44,6% do número de pessoas ao serviço (que em 1998 era de 35 636).
A ilha de São Miguel sempre foi aquela em que o número de empresas mais se destaca.

No entanto, é uma das ilhas onde esse crescimento se manifesta mais lento.

Em 1998, o peso relativo das empresas em São Miguel correspondia a 53,5% de todas as empresas em actividade na Região Autónoma, valor que passa para 51,5% em 2007.

Cem maiores valem 2,269 milhões

No ano passado, o conjunto das cem maiores empresas dos Açores atingiu um volume de vendas de 2,269 milhões de euros, o que representa uma subida de 7,3% face ao valor obtido em 2006.

“Com vinte e oito empresas a assistirem à queda dos respectivos negócios e outras dez com um crescimento do volume de vendas inferior à taxa de inflação, quase dois quintos das empresas do “ranking” enfrentaram um decréscimo real do volume de negócios”, escreve o economista Soares Marinho, na publicação da Açormédia “100 Maiores Empresas dos Açores”.

O economista ressalva também que 33% das empresas asseguraram um volume de negócios inferior a 5 milhões de euros em 2007, quando quatro anos antes aquela percentagem se cifrava em 30%.

“Quanto ao resultado líquido obtido pelo conjunto das cem maiores em 2007, atingiu 87 milhões de euros, revelando uma subida face aos 73 milhões de euros que as cem maiores de 2006 tinham atingido”, acrescenta.

No que concerne aos indicadores de rentabilidade, o das vendas aumenta de 3,7% para 4%, de 2006 para 2007, mas os do capital próprio e do activo regridem de 9,3% para 9,1% e de 3,2% para 3,1%, respectivamente, mantendo-se distantes dos valores obtidos em anos anteriores.

O Valor Acrescentado Bruto ascendeu a 462 milhões de euros em 2007, “ou seja, se melhora em termos globais face ao ano anterior, verifica-se, no entanto, que o VAB por trabalhador desce de 36,8 para 36 mil euros”, observa o economista.

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