Economia

Empresários querem medidas urgentes para combater crise

  • 6 de Novembro de 2008
  • 284 Visualizações, Última Leitura a 23 Novembro 2017 às 23:49
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Negócios a cair e situação financeira a piorar. Os resultados do inquérito realizado pela Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo às empresas suas associadas, para aferir a situação actual, não são animadores. Mais de metade dos inquiridos diz que a situação actual na sua empresa está má ou muito má. Os empresários pedem medidas urgentes para combater a crise.

O fraco poder de compra dos consumidores, a crise económica actual e a concorrência desleal (economia paralela) são, segundo os 66 inquiridos, as principais causas da situação actual. Mas há outras razões. 90% dos empresários admite que tem registado problemas com o cumprimento do prazo médio de recebimento dos clientes , situação que, em 64% dos casos, piorou em relação ao ano passado. Estado e Autarquias também se atrasam nos pagamentos (65% de respostas) e demoram mais tempo a pagar. Cerca de 1/5 dos inquiridos diz que recebe das entidades governantes após 120 dias.

Com os recebimentos tardios, o recurso ao crédito bancário foi a solução encontrada por mais de metade dos empresários. Apesar da maioria não ter tido dificuldade de acesso, as taxas de juro praticadas pelos bancos foram superiores: 11% pagaram juros entre os 7,5 e 10%.

SOLUÇÕES

Para fazer face à situação, a maioria dos empresários quer medidas urgentes. A redução ou mesmo extinção do pagamento por conta é a mais solicitada. Outras, como a redução da taxa IRC, o pagamento do IVA aquando do seu recebimento e as taxas bonificadas nas linhas de crédito às PME foram igualmente seleccionadas por mais de 40 dos 66 empresários questionados.

Internamente, as empresas começaram já por cortar nas contratações de pessoal. Outra medida tomada, em 20% dos casos, foi o aumento do preço aos consumidores. No futuro, a maior diferença em relação ao que foi feito até agora, são as diminuições salariais: 8% já tomaram essa iniciativa; 15% admitem vir a tomá-la proximamente.

À CCAH competirá, de acordo com os seus associados, apoiar as empresas em melhores práticas de gestão e na elaboração de planos de recuperação fiscal para as PME.

O inquérito foi realizado entre os dias 15 e 30 de Outubro, por questionário on-line reservado aos associados da CCAH. Das 66 respostas, 62% têm menos de 10 trabalhadores; 62% pertencem ao concelho de Angra e metade estão ligadas ao comércio.

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