Economia

Plano Turístico dos Açores prevê a oferta de 15.500 camas nas ilhas

  • 19 de Junho de 2008
  • 266 Visualizações, Última Leitura a 21 Agosto 2017 às 17:33
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O novo Plano de Ordenamento Turístico dos Açores (POTRAA), hoje aprovado na Assembleia Regional, determina a existência de um máximo de 15.500 camas até 2015, ou seja, o dobro da actual oferta turística.
Este plano sectorial, que se aplica a toda a Região, determina tectos máximos de crescimento hoteleiro em todas as ilhas, prevendo «cargas turísticas máximas» de 7606 camas para São Miguel, 2900 para a Terceira, 1734 para o Faial e 1080 camas para o Pico.

    Seguem-se, por ordem decrescente, as ilhas de Santa Maria (660 camas), Flores (578), S. Jorge (553), Graciosa (330) e Corvo (80), estando ainda prevista uma «bolsa adicional de 1551 camas», que será utilizada para fazer face a dinâmicas insulares que, entretanto, se verifiquem.

    Durante a discussão do diploma, o secretário regional da Economia sublinhou que esta iniciativa vem definir «estratégias de desenvolvimento turístico» que garantam «sustentabilidade» no sector.

    Duarte Ponte reconheceu, no entanto, que não é fácil a elaboração dum documento deste género, até porque existem apenas dois planos do género no país, nomeadamente na Madeira e no Algarve.

   
    Apesar disso, o POTRAA está longe se ser um documento consensual, mesmo dentro do Governo socialista, onde dois departamentos (vice-presidência e Secretaria do Ambiente), levantaram reservas ao documento, a exemplo do que tinham feito também alguns concelhos da ilha e outras associações que se pronunciaram sobre o plano antes de subir a plenário.

    O diploma acabou por ser aprovado apenas com os votos favoráveis da bancada maioritária do PS e com os votos contra do PSD e a abstenção do CDS/PP.

    Artur Lima, deputado do Partido Popular, contesta o facto de 50 por cento das novas camas previstas no POTRAA ficarem na ilha de São Miguel.

    No seu entender, o Plano «parte de uma má premissa, que é a centralidade da ilha de São Miguel», o que contraria o tão desejado «desenvolvimento harmónico da Região».

    A bancada do PSD, por outro lado, considera o POTRAA «pouco ambicioso» e até mesmo «pobre», omitindo, nalguns casos, matérias fundamentais num plano de Turismo.

    Segundo António Marinho, deputado social-democrata, este diploma não se refere, por exemplo, às acessibilidades, algo fundamental numa Região dividida em nove ilhas.

 

 

 

 

 

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