Economia

Execução do PRODESA atinge os 1,2 milhões

  • 17 de Junho de 2008
  • 251 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 06:54
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Os Açores deverão investir, até ao final deste ano, 1.279 milhões de euros através do Programa Operacional para o Desenvolvimento Económico e Social dos Açores (PRODESA), revela um relatório a que a Lusa teve acesso.

O programa atinge um valor de investimento de 1.279 milhões de euros, sendo financiado em 996 milhões por fundos estruturais, cerca de 300 milhões por fundos públicos regionais e cerca de 200 milhões de fundos privados.

De acordo com o relatório de execução relativo ao ano passado, e que projecta os investimentos até ao final do corrente ano, a taxa de aprovação, de todos os projectos desde o ano 2000, deverá rondar os 110 por cento.

Este relatório é analisado hoje na vila das Furnas, na ilha de São Miguel, durante a 13ª Reunião da Comissão de Acompanhamento do PRODESA.

O programa integra quatro fundos estruturais: Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola (FEOGA-O), Fundo Social Europeu (FSE) e Instrumento Financeiro da Orientação da Pesca (IFOP).

Os fundos financiam cinco eixos prioritários destinados à Melhoria da Competitividade Regional (eixo 1), Modernização da Base Produtiva Tradicional (eixo 2), Dinamização do Desenvolvimento Sustentado (eixo 3), Desenvolvimento Local do Potencial Endógeno (eixo 4) e Dinamização e Fortalecimento do Tecido Empresarial Regional (eixo 5).

Até ao final do ano, o FEDER vai disponibilizar 833 milhões de euros, o FSE 209,6 milhões, o FEOGA-O 187 milhões e o IFOP cerca de 50 milhões entre verbas da despesa pública e apoios europeus.

As maiores verbas do programa foram para o sector das infra-estruturas de transportes com 252,8 milhões de euros, seguidas da Educação e Formação Profissional com 208,4 milhões, das infra-estruturas Sociais e de Saúde com 190,9 milhões, do Turismo (121,2 milhões) e da Agricultura com 103,8 milhões.

Nos Açores foram apresentados 652 projectos dos quais duas dezenas representam 33 por cento do investimento total, ainda que só representem 3 por cento do número total de projectos.

O total do investimento público (sem contar com o investimento privado) atingiu os 675,3 milhões de euros dos quais 214,5 se destinaram aos maiores vinte projectos.

De entre os maiores projectos salienta-se a ampliação da central termoeléctrica do Caldeirão (São Miguel) com 28 milhões de euros e a construção da estrada variante entre Ponta Delgada e Lagoa (São Miguel), que custou 26,2 milhões de euros.

A construção da nova central geotérmica do Pico Vermelho custou 20,5 milhões de euros e a construção da escola Básica e Secundária Tomás de Borba (Ilha Terceira) 16,7 milhões de euros.

Os restantes projectos, orçados entre os 5 e os 10 milhões de euros, destinaram-se à construção e remodelação de escolas, portos e protecção de orlas costeiras, emergias alternativas, ampliação de aerogares e pistas de aviação, equipamentos de recreio e promoção turística.

Até ao momento a execução financeira do PRODESA é de 94 por cento, o que corresponde a um financiamento de 860,3 milhões de euros.

No caso do FEDER, a execução financeira já disponibilizou 601,7 milhões de euros (96 por cento de execução), através do Fundo Social Europeu (FSE) foram gastos 111,6 milhões (94 por cento).

No caso específico da Agricultura e Pescas, os níveis de despesa liquidada nos Açores são de 87 por cento (79 por cento no país) e 85 por cento (77 por cento no país), respectivamente.

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