Economia

Supermercados da Região Centro já apresentam algumas faltas

  • 12 de Junho de 2008
  • 272 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 22:05
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Em muitas médias e grandes superfícies comerciais da região Centro os efeitos da paralisação dos transportadores de mercadorias começam a fazer-se sentir, com as prateleiras a apresentarem já algum défice de produtos.
Assim, nas prateleiras de alguns supermercados de Coimbra escasseiam legumes, fruta, carne e peixe, embora não se note, para já, uma afluência de clientes acima do normal, como constatou a Agência Lusa.

    Em alguns casos, não há fruta nem mesmo batata ou cebola, e os legumes que ainda restavam durante a manhã eram pouco mais do que alguns repolhos e alho francês, como se verificou no Modelo.

    No mesmo estabelecimento, havia uma banca com cerca de um metro quadrado de peixe e as prateleiras de carne encontravam-se praticamente vazias, sendo o frango o produto em maior quantidade.

    A Lusa tentou contactar, sem sucesso, o responsável em permanência do referido supermercado, que na altura controlava a descarga de um camião com botijas de gás.

    Também no Lidl da Pedrulha, os “stocks estão em baixa” e desde segunda-feira o estabelecimento não é abastecido por qualquer camião, disse à Lusa Rui Moura, adjunto chefe de loja.

    “Ainda não se chegou à doidice da procura de enlatados”, referiu aquele responsável, acrescentando que foram os legumes e a fruta os primeiros produtos a esgotarem.

    No Continente do centro comercial Fórum de Coimbra era também notória, à hora do almoço, a quebra de produtos nas prateleiras de carne, peixe fresco, fruta e legumes.

    Em Viseu, em algumas superfícies comerciais começam já a faltar alimentos, mas os clientes com quem a Lusa falou disseram que só se começarão a preocupar em se abastecer em maiores quantidades do que é habitual se a crise dos combustíveis durar mais dois ou três dias.

    “Vivo sozinha com a minha filha e não me estou a preocupar muito. Vim fazer as compras que faço sempre. Só que a minha filha só gosta dos iogurtes do Lidl e já não há”, lamentou Manuela Lopes.

    Também o casal Regina e Nelson Dias disse não ter receio da falta de alimentos, ainda que hoje já não tivesse podido comprar o peixe que queria no hipermercado Continente.

    “Só há peixe de aquicultura. E desse não queremos. Mas levamos outra coisa para comer”, contou Regina.

    No talho, nota-se a falta de carne de porco, o que, como explicava o funcionário aos clientes, “se deve à situação dos camionistas”.

    Pouco preocupado estava o agricultor Daniel Esteves, de Rio de Loba (Viseu), que habitualmente apenas se desloca ao Continente para comprar arroz, massa, leite, sal e acúçar.

    “Eu cultivo muita coisa e crio galinhas, coelhos e porco. Medo da fome eu não tenho”, frisou.

    Também na cidade da Guarda começam a sentir-se faltas em supermercados, embora ainda sem grande expressão, à excepção do verificado no Modelo.

    "Começam a faltar principalmente os frescos", disse fonte do supermercado Modelo, que considerou a situação "bastante preocupante", adiantando que "carne e peixe fresco já não há nada desde ontem [terça-feira]". Quanto a frutas e legumes "só há para hoje".

    A mesma fonte admitiu que caso não sejam feitos reabastecimentos nas próximas horas "vai haver quebras" em relação a outros produtos, sem especificar quais.

    Na loja Mini-Peço "falta açúcar desde ontem de manhã", adiantou um elemento da direcção do supermercado.

    Garantiu que "o resto há de tudo" e explicou que a falta de açúcar aconteceu porque "não havia em stock e era para vir nestes dias".

    No supermercado Intermarché ainda não faltam alimentos.

    "Hoje já recebemos carne e estamos à espera que nos chegue alguma coisa de peixe", disse à Lusa fonte da cadeia comercial.

    No supermercado Feira Nova, o responsável Paulo Almeida, disse que não faltam produtos e que os "stocks ainda aguentam".

    "Ontem os camiões ainda chegaram e a carne veio, mas devido ao que se está a passar, a situação pode ficar complicada para o fim-de-semana", admitiu o responsável.

    Já nas grandes e médias superficies comerciais de Castelo Branco, as grandes faltas são os frescos, peixe e verduras, mas há também alguns espaços mais pequenos, como Mini-Preço, onde já faltam outros produtos.

    No Jumbo entrou esta manhã um carregamento de peixe fresc e a zona de verdes está também sem faltas, uma vez que os responsáveis estão a recorrer a distribuidores locais, para evitar roturas.

    Em Leiria, na cadeia de supermercado Ulmar, que tem lojas em diversas localidades da região, alguns lacticínios já começam a faltar nas prateleiras.

    Também em pelo menos duas padarias da cidade, a falta de farinha está a condicionar a produção de pão.

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