Economia

REPARAÇÕES INAUGURADAS - Porto da Praia está como novo

  • 9 de Junho de 2008
  • 289 Visualizações, Última Leitura a 20 Setembro 2017 às 03:55
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O cais e a gare de passageiros do Porto Oceânico da Praia da Vitória foram ontem inaugurados oficialmente.

As obras de requalificação do porto da Praia da Vitória, concluídas em Dezembro do ano anterior, visaram resolver os danos provocados em 2001, por um temporal que, durante cerca de sete dias e com ondas que chegaram a atingir os sete metros e meio, danificou quase sessenta por cento da sua extensão.

Este projecto, para além da reparação do cais comercial e do seu molhe de cortina, incluíram a construção de um novo cais “ferry” para passageiros, com cerca de 200 metros de comprimento, um terrapleno com cerca de um hectare de área, para estacionamento de viaturas, e uma gare de passageiros.

Presidindo à cerimónia de inauguração, Carlos César recordou os esforços logo desenvolvidos pelo Governo Regional para repor a operacionalidade do porto – a começar por trabalhos de emergência para conter o avanço do mar, no valor de 3,3 milhões de euros – e preparar, convenientemente, a sua definitiva reparação, através da elaboração de um projecto, testado em laboratório, e posterior abertura de concurso público internacional, com vista às obras de requalificação.

O custo global desta empreitada atingiu os 35 milhões de euros, o que, somado ao custo das intervenções de emergência, aproxima dos 40 milhões o total do investimento.

O Porto da Praia da Vitória, segundo vários estudos, apresenta-se como um porto que oferece excelentes condições de crescimento, as quais, adicionadas à sua centralidade no mercado portuário regional. No lançamento da obra de reparação os especialistas recomendavam um planeamento regulamentador e organizacional cuidado, para a potencialização funcional desta infraestrutura.
O Porto da Praia da Vitória está protegido pelo Molhe Norte, construído no início da década de sessenta, com 600m de comprimento, pelo Molhe Sul, construído em 1984/86, com um comprimento de 1300m e pelo prolongamento do Molhe Norte, numa extensão de 600m.

No Sector Norte está localizado o terminal de recepção de produtos refinados, atribuído às autoridades americanas. No Sector Sul estão localizados os núcleos comercial, cimenteiro, de pescas e tráfego local. O Núcleo Comercial compreende um terminal de carga especialmente vocacionado para a movimentação de contentores e outro para a carga geral. Com estas obras, o Núcleo Comercial foi reforçado na sua capacidade para recepção de navios de combustíveis, de cruzeiro e de ferries.

Velhos ciúmes e queixumes

Segundo Carlos César este esforço governamental é coincidente com duas outras grandes obras estruturantes para a ilha Terceira: a da aerogare civil e estruturas complementares, num investimento de 28 milhões de euros, e a da Via Rápida Vitorino Nemésio, que totalizará, incluindo os terrenos, um valor próximo dos 25 milhões de euros.

“Naturalmente que há sempre quem desdenhe, ora dizendo que a obra da Via Rápida foi a mais, a da Aerogare a menos e a do Porto durante muito tempo. São sempre os mesmos a desdenhar e, por isso, vale pouco a pena contestá-los, pois são políticos de velhos ciúmes e de permanentes queixumes, que vivem disso e para isso, e que já não aprendem outras linguagens”, afirmou Carlos César.

Prosseguindo, frisou que foram resolvidos problemas estruturais em todos os portos comerciais da Região e feita uma reestruturação tarifária que lhes permitiu passarem dos mais caros para os mais baratos do país, e lembrou que os fretes marítimos desceram substancialmente de 1996 para 2007. A preços constantes de 2007, os contentores de 20 pés e de 40 pés, nas ligações Açores/Continente, baixaram 51%, e nas ligações Continente/Açores baixaram 24%, enquanto os fretes são iguais para todas as ilhas dos Açores e os custos portuários idênticos em todas elas.

A desburocratização e a agilização de procedimentos nas administrações portuárias, bem como a melhoria do interface dos transportes marítimos e aéreos, quer de passageiros, quer de mercadorias, serão, conforme anunciou o presidente do Governo, medidas a tomar em breve, com vista a facilitar ainda mais a acessibilidade e a embaratecer os recursos.

E referindo a possibilidade da concessão aos privados da gestão de determinadas funções, Carlos César garantiu que “tudo isso continuará a ser feito no sentido da consolidação da prestação dos serviços públicos necessários, mas, concomitantemente, apostando na ampliação do empresariado de base regional: as nossas empresas progrediram muito, em quantidade e qualidade, mas precisamos de um sector privado da economia mais forte, mais inovador, menos confinado e com outras oportunidades”.

                       

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