Economia

ADMITE CÉSAR - Imigrantes devem aceder às tarifas aéreas promocionais

  • 4 de Junho de 2008
  • 259 Visualizações, Última Leitura a 19 Agosto 2017 às 18:28
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O presidente do Governo açoriano admitiu ontem que os imigrantes que residem nos Açores possam ter acesso às tarifas aéreas promocionais disponíveis para os residentes no arquipélago.

"Já foram feitas algumas sugestões à Associação dos Imigrantes nos Açores para que, enquanto a legislação não sofrer alteração e na perspectiva de não ser possível a União Europeia autorizar ajudas de Estado para esse efeito, se proceda de forma diferenciada, introduzindo ou negociando tarifas promocionais neste domínio", disse Carlos César.

O presidente do Governo Regional falava aos jornalistas em Ponta Delgada, após ter recebido em audiência a direcção da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), organismo que comemorou, recentemente, cinco anos.

O acesso às tarifas aéreas promocionais é uma reivindicação dos estrangeiros residentes nas ilhas, que alegam que não têm a equiparação aos preços praticada para os residentes.

Carlos César explicou que se tratam de "pistas" que vão ser estudadas pela AIPA e pelo executivo regional, para um trabalho conjunto.

Além disso, o chefe do Governo açoriano assegurou que a população imigrante residente nos Açores tem sido objecto de "políticas transversais" e, ainda, de medidas de "especialidade que são propostas pelos seus organismos representativos".

Evidenciando o contributo dos imigrantes para o "crescimento económico e dinamização" da sociedade açoriana, Carlos César referiu que essa comunidade sente algumas dificuldades em algumas áreas que estão detectadas, designadamente, no domínio da sua segurança laboral.

"A nossa posição tem sido de colaboração com a AIPA, no sentido de detectar todas as situações de fragilidade dos imigrantes na região e de transmitir impulsos dirigidos aos organismos de fiscalização e de inspecção nos diversos domínios para salvaguardar a segurança, o bem-estar e a estabilidade destas pessoas", sublinhou Carlos César.

O presidente do Governo açoriano aludiu, ainda, ao facto de não existir um registo fidedigno do número dos imigrantes nos Açores, dado que o arquipélago açoriano é apenas uma das portas de entrada e de registo dessa comunidade.

Depois da audiência, o presidente da AIPA salientou que uma das principais dificuldades que os imigrantes têm sentido nos últimos tempos prende-se com a precariedade laboral, já que "uma percentagem significativa" destes está inserida em "áreas muito complicadas", sobretudo no sector da construção civil.

"Deve existir, por isso, um esforço ainda muito mais intenso, no sentido de diminuir essa precariedade junto da população imigrante, porque ganha toda a população se todos estiverem a exercer a sua actividade laboral em situação de completa legalidade", defendeu Paulo Mendes.

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