Economia

Combate à mosca da fruta estende-se a São Jorge

  • 21 de Abril de 2011
  • 266 Visualizações, Última Leitura a 28 Junho 2017 às 12:18
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O projecto de investigação para o combate à Mosca-do-Mediterrâneo, já ensaiado na ilha Terceira, vai agora ser estendido a S. Jorge, como forma de também reduzir o impacto da praga nas culturas frutícolas desta ilha.

“Esta mosca, conhecida por 'mosca da fruta', pica os frutos, dos quais saiem depois lavras que destroem os frutos, o que é visível, por vezes, com a queda precoce dos frutos e consequentes prejuízos económicos para as culturas”, afirmou David Horta Lopes, coordenador do projecto CABMEDMAC, do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias da Universidade dos Açores, em declarações à Lusa.

Segundo o seu coordenador, "o projecto pretende reduzir o impacto da Mosca-do-Mediterrâneo na produção frutícola", através da descoberta de "outras formas de limitar as suas populações, para além da intervenção através da luta bioquímica".

“Entre 2005 e 2009, quando o projecto decorreu na Terceira, foi possível identificar muito bem a situação nesta ilha, já que se localizaram focos da mosca nas zonas sul e urbanas”, afirmou o investigador, acrescentando que, além da monitorização das populações da praga, o projecto de investigação permite também aferir "a evolução dos prejuízos nas culturas e testar diferentes formas de combate".

David Horta Lopes revelou à Lusa que "o projecto vai ser agora estendido a S. Jorge", para que se possam ensaiar nesta ilha técnicas de combate alternativas à química, que passam pela "utilização de machos esterilizados, produzidos na Biofábrica da Madeira, contribuindo de maneira decisiva para o aumento da produtividade e da qualidade dos frutos produzidos".

"A implementação de redes de armadilhas e a aplicação de parasitóides são outros dos trabalhos que vão decorrer nos próximos dois anos", acrescentou.

O investigador salientou que a monitorização arrancou em Março na Terceira e em S. Jorge, seguindo-se agora "testes de formas de combate", admitindo que a investigação possa vir a ser "alargada no futuro às ilhas de S. Miguel, Faial e Pico".

Este projecto vai desenvolver-se também na Madeira, em Tenerife, Canárias, e em Santiago, Cabo Verde.

"É um projecto de cooperação entre Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde destinado a contribuir para o maior conhecimento das moscas da fruta", afirmou David Horta Lopes.

O projecto envolve técnicos da Cooperativa FRUTER e do Serviço de Desenvolvimento Agrário de S. Jorge e da Terceira, contando ainda com a participação da Universidade de La Laguna, nas Canárias, da Direcção Regional de Agricultura da Madeira, do Instituto Nacional de Investigação Agrária de Cabo Verde e de consultores científicos do Instituto Superior de Agronomia e do Imperial College, de Londres.

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